"Nós não temos a liberdade prevista na Constituição", diz pastor nigeriano

A declaração foi dada durante uma audiência especial no Parlamento do Reino Unido, para ouvir vítimas da perseguição religiosa no norte da Nigéria.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Quarta-feira, 13 Abril de 2016 as 5:28

Cristão  participa  de culto em igreja da Nigéria.
Cristão participa de culto em igreja da Nigéria.

Políticos do Reino Unido se reuniram em uma sala do Parlamento nesta quarta-feira (13), à tarde para ouvir sobre a perseguição que os cristãos têm sofrido no norte da Nigéria.

Mais de 35 parlamentares e colegas participaram do lançamento de um relatório elaborado pela Missão Internacional Portas Abertas, incluindo o Secretário de Relações Exteriores Hilary Benn, o Ministro do Desenvolvimento Internacional Desmond Swayne e o ex-secretário de negócios Chuka Umanna.

A advogada principal da Missão Portas Abertas, Zoe Smith disse ao 'Christian Today' após o evento, que os políticos foram lembrados que os cristãos não apenas sofrem ataques do Boko Haram, mas também dos pastores [criadores de gado] da tribo Fulani e outras figuras islâmicas do governo local.

O governo do Reino Unido, segundo ela, estava ciente dos ataques realizados por pessoas da tribo Fulani contra cristãos, mas este não foi o seu principal foco. "Pedimos aos ministros que assegurem que a ajuda do Reino Unido está sendo distribuída uniformemente em toda a norte da Nigéria, incluindo áreas afetadas por ataques de pastores Fulani".

Smith continuou: "Nosso relatório indica que o auxílio não tinha chegado aos cristãos nestas áreas da mesma forma que chegou ao extremo norte". Em 2014, a ajuda do Reino Unido para a Nigéria totalizou 237 milhões de libras.

Assim como Smith, os parlamentares ouviram líderes cristãos nigerianos que falaram dos ataques por eles enfrentados. O pastor de uma igreja falou sobre outras recomendações da Portas Abertas para garantir um compromisso com a liberdade religiosa.


Liberdade
"Nossa Constituição garante a liberdade, mas não temos a liberdade", disse ele.

"O relatório da Missão Portas Abertas pediu uma investigação completa sobre as atrocidades no norte da Nigéria, considerando que os registros de ataques são 'relativamente pobres", disse Smith ao Christian Today.

"Eu estou esperando que os parlamentares levem nossas recomendações completas e as tragam para o governo em forma de perguntas escritas ou cartas aos ministros".

Smith ainda destacou que o caminho a percorrer na busca pela liberdade religiosa na Nigéria não é pequeno, mas precisa ser feito.

"Se implementadas, as recomendações irão percorrer um longo caminho para ajudar os cristãos no norte da Nigéria a terem igualdade de direitos e combater a discriminação", lembrou.

"Nós não queremos que os cristãos tenham tratamento preferencial sobre os muçulmanos. Nós só queremos igualdade de direitos".

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