“O mundo assiste cristãos morrerem como animais”, diz líder da Igreja Batista na Nigéria

“A principal meta em todos estes ataques são primeiros os cristãos, ou qualquer outro grupo que se oponha a eles”, conta Samson Ayohunle.

fonte: Guiame, com informações de Paraíba

Atualizado: Segunda-feira, 26 Janeiro de 2015 as 8:10

 

O presidente da Convenção Batista da Nigéria (NBC) Samson Ayohunle, expressou indignação pela atitude da comunidade internacional diante da desumanidade cometida contra o povo nigeriano, mais especificamente aos cristãos no país.

“A mesma seriedade com que está se intervendo contra os ataques do ISIS (Estado Islâmico) na Síria e no Iraque, ou com os problemas causados pelo Taliban no Afeganistão não está sendo demostrado no caso da Nigéria” – disse Samson.

Ayohunle critica a falta da atenção internacional, mesmo com o elevado número de mortos pelo grupo extremista: “Não importa para o resto do mundo se Boko Haram continua a matar centenas de pessoas todas as semanas? São essas pessoas menos humanas do que aqueles que estão sendo mortos em outro lugar? O meu povo está sendo morto como uns animais e todo o mundo está apenas assistindo.”

Ayokunle respondeu ao recentes ataques de Boko Haram em Baga, no estado nigeriano do nordeste de Borno, no início de janeiro deste ano.

“A situação é patética”, declarou Ayokunle. “A principal meta em todos estes ataques são primeiros os cristãos, ou qualquer outro grupo que se oponha a eles. Em qualquer cidade que entrarem, depois de matar os cristãos, eles destroem todas as igrejas. Grandes cidades cristãs, como Gwoza e Mubi, estão sob o poder deles. Cristãos das cidades de Michika e Baga estão fugindo.”

O líder da Batista Nigeriana disse que a igreja está sob o cerco de uma severa perseguição. "Nenhuma igreja cristã está de pé mais em Mubi, onde mais de 2.000 batistas fugiram da cidade através de Camarões, quando Boko Haram atacou”, disse ele. “Eles se tornaram pessoas desabrigadas, e agora estão vivendo em campos de refugiados, dependentes de alimentação, sem alojamento e nus".

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