Obama autoriza ataques aéreos ao Iraque; Reino Unido apoia decisão

A razão dos ataques seria de impedir que as minorias - entre estes, muitos cristãos - continuassem sofrendo sob o domínio do grupo terrorista ISIS, que tomou Qaraqosh, a maior cidade cristã do Iraque, o que levou os moradores a fugir.

fonte: Guiame

Atualizado: Sexta-feira, 8 Agosto de 2014 as 9:05

O primeiro-ministro David Cameron apoiou a decisão do presidente Barack Obama de autorizar ataques aéreos contra militantes islâmicos (ISIS) no Iraque, mas descartou a possibilidade de uma resposta militar britânica.

A confirmação de que os EUA poderiam usar de um ataque aéreo foi dada pelo próprio presidente, na última quinta-feira, 07/08. A razão dos ataques seria de impedir que as minorias - entre estes, muitos cristãos - continuassem sofrendo sob o domínio do grupo terrorista ISIS, que tomou Qaraqosh, a maior cidade cristã do Iraque, o que levou os moradores a fugir.

Cameron disse em uma declaração nesta sexta-feira, 08/08, que estava particularmente preocupado com a comunidade Yazidi - minoria presa no Monte Sinjar - acrescentando que o mundo tinha a responsabilidade de ajuda-los "em sua hora de necessidade desesperada".

Cristãos estão sendo duramente atacados pelo grupo terrorista, mas o primeiro-ministro lembrou que este apoio vai além de qualquer identificação religiosa.

"Concordo plenamente com o Presidente que devemos defender os valores em que acreditamos - o direito à liberdade e dignidade, independente das suas crenças religiosas", disse ele.

Cameron pediu a funcionários que investigassem as opções para o envio de suprimentos - especialmente para as 40.000 pessoas presas no Monte Sinjar, que estão correndo risco de morte, devido à falta de água. No entanto, um porta-voz descartou qualquer possibilidade de que o Reino Unido se juntasse aos EUA em ataques aéreos.

O Reino Unido presidiu uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas na última quinta-feira, 07/08, planejando possíveis medidas internacionais para ajudar aqueles que sofrem sob pressão do ISIS.

A decisão do presidente Obama veio depois que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu uma resposta internacional à crise.

Obama disse que as greves seriam usadas "se necessário" a fim de "evitar um ato potencial de genocídio" contra a comunidade Yazidi.

 

Com informações do Christian Today / BBC

*Tradução por João Neto - www.guiame.com.br 

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