A oferta que sustenta o mundo

Não é de hoje que sempre que se analisa o movimento de doações para qualquer causa, instituição ou pessoa, nota-se que proporcionalmente os que têm menos dão mais do que os que têm mais

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Sexta-feira, 6 Junho de 2014 as 10:16

ajudaParece que o Criador valoriza o que nós temos a tendência de desprezar. As Escrituras registram por vezes que Ele escolheu situações, pessoas e realidades simples, fez-se simples quando humano em Jesus. Tal, levou o irmão Paulo a afirmar em uma carta escrita aos cristãos de Corinto que "Deus escolhe os simples para humilhar os que se pensam importantes".

E isso ocorre com quase tudo. A beleza é simples; o que faz bem à saúde brota mais facilmente; a sabedoria é popular; os que têm menos recursos, são mais solidários.

Aliás, Jesus falou sobre uma viúva pobre que foi mais generosa que os ricos. De fato, a rede de solidariedade que movimenta o mundo depende mais de quem tem menos e na sua simplicidade é generoso do que do pequeno grupo de abastados, mas escravos de sua própria riqueza.

Não é de hoje que sempre que se analisa o movimento de doações para qualquer causa, instituição ou pessoa, nota-se que proporcionalmente os que têm menos dão mais do que os que têm mais. A generosidade habita a liberdade, porque quem é escravo do que tem, temendo ter menos, dá menos também.

E quem tendo mais dá menos, dá do que sobra. Comparativamente, quem tendo menos dá mais, dá com esforço e isso pode demonstrar amor.

Não se engane, quando perceber que os mais simples são os mais generosos, sinta-se amado e valorizado; e quando planejar empreender algo, não nutra maiores expectativas sobre quem tem mais, porque ao Criador soou melhor contar com os que não têm, os que não são, os que não podem, para realizar seus planos na história.

E se você tem menos e se constrange pensando que o que tem pra dar não faz diferença, seja encorajado e não se envergonhe, cumpra sua missão, o pouco que você dá e faz, nas mãos do Criador, sustenta um mundo inteiro.


- Alexandre Robles

 

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