Partido Comunista invade igreja e proíbe a comunidade de realizar cultos na China

O Partido Comunista tem agido de forma que demonstra cada vez mais sua desconfiança com relação à influência do cristianismo, que está experimentando um crescimento significativo na China.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Sexta-feira, 3 Junho de 2016 as 1:22

Cerca de 1.700 igrejas foram demolidas ou tiveram suas cruzes removidas ao longo dos últimos dois anos, na China. (Foto: China Aid)
Cerca de 1.700 igrejas foram demolidas ou tiveram suas cruzes removidas ao longo dos últimos dois anos, na China. (Foto: China Aid)

Uma igreja na China foi invadida por oficiais a mando do Partido Comunista da China no último domingo (29) e proibida de continuar a realizar seus cultos. Os seus membros também foram obrigados a entregar os seus cartões de identificação aos oficiais.

De acordo com a organização cristã 'China Aid' - com base no Texas (EUA) - as autoridades locais invadiram igreja Huoshi Fellowship em Gansu, noroeste da China.

Os detalhes de cada membro da igreja foram registrads e a comunidade foi advertida para não continuar com a realização de suas reuniões.

O Partido Comunista tem agido de forma que demonstra cada vez mais sua desconfiança com relação à influência do cristianismo, que está experimentando um crescimento significativo na China. Cerca de 1.700 igrejas foram demolidas ou tiveram suas cruzes removidas ao longo dos últimos dois anos.

De acordo com a Comissão Internacional dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa, o governo chinês intensificou no ano passado sua perseguição sobre os grupos religiosos, "considerados uma ameaça à 'supremacia do socialismo' no Estado".

Na última terça-feira (1), quatro ativistas de direitos civis foram detidos pelas autoridades após a realização de uma reunião de oração pelas famílias daqueles que morreram durante a repressão militar de 1989, a Praça Tiananmen.

O dia 4 de junho marca os 27 anos do massacre, durante o qual centenas de manifestantes pró-democracia foram mortos. O governo chinês considera os protestos um "motim contra-revolucionário" e as homenagens e memoriais são proibidos.

Um relatório publicado pela 'China Aid' no mês passado descobriu que a perseguição contra os cristãos na China aumentou sete vezes desde 2008.

O governo chinês quer substituir "Cristo como o cabeça da Igreja e deixá-la submissa ao Partido Comunista", alerta o relatório, alegando que os cristãos estão mais perseguidos, espancados e torturados na China que em qualquer outro momento da história do país.

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