Pastor da maior igreja da China é preso após se opor à remoção cruzes no país

O pastor Gu Yuese, também conhecido como Joseph Gu, foi colocado sob "vigilância residencial em um local designado" — termo oficial que denomina instalações mais conhecidas como "prisões negras".

fonte: Guiame, com informações de Time

Atualizado: Segunda-feira, 1 Fevereiro de 2016 as 3:30

(Foto: Reuters/ Lang Lang)
(Foto: Reuters/ Lang Lang)

Autoridades chinesas prenderam o pastor da maior igreja protestante oficial do país, que se opôs publicamente à remoção das cruzes de igrejas, ordenada pelo governo.

O pastor Gu Yuese, também conhecido como Joseph Gu, foi colocado sob "vigilância residencial em um local designado" — termo oficial que denomina instalações mais conhecidas como "prisões negras" — na cidade de Hangzhou, na última quinta-feira (28), segundo informa a ONG cristã China Aid.

Gu, que liderava a Igreja Chongyi, em Hangzhou, teria sido afastado do cargo de pastor pelo Movimento Patriótico Três Autonomias (TSPM), responsável por regular igrejas em nome do Partido Comunista Chinês, 10 dias antes de sua detenção.

O motivo seria sua oposição à remoção das cruzes de igrejas promovida pelo governo chinês na província de Zhejiang — uma campanha que começou em 2014.

"Sua prisão marca uma grande escalada na repressão contra aqueles que se opõem a demolição forçada de cruzes", disse Bob Fu, fundador da China Aid. "Ele será o líder de mais alto escalão da igreja nacional detido desde a Revolução Cultural."

Um membro do TSPM, no entanto, negou as afirmações sobre a detenção de Gu, alegando que o líder cristão estava simplesmente "ajudando em uma investigação."

A esposa do pastor Zhou Lianmei também desapareceu, e os membros da família acreditam que ela também tenha sido levado sob custódia.

A prisão de Gu causou uma onda de alerta em toda a comunidade evangélica da China, que vive uma crescente perseguição imposta pelo governo do país.

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