Pastor Saeed Abedini conta que Deus o avisou sobre as torturas que sofreria na prisão

O pastor norte-americano que passou três anos e meio preso no Irã, conta que teve um sonho sobre sua prisão, logo antes de ser detido pelos oficiais iranianos sofrer com um dos sistemas mais brutais do mundo.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Terça-feira, 2 Agosto de 2016 as 9:29

Pastor Saeed Abedini fala durante evento sobre liberdade religiosa. (Foto: Charisma News)
Pastor Saeed Abedini fala durante evento sobre liberdade religiosa. (Foto: Charisma News)

O pastor norte-americano Saeed Abedini, que esteve preso por três anos e meio em uma prisão iraniana por causa de sua fé cristã, revelou que ele teve um sonho profético sobre o sofrimento que ele iria enfrentar, logo antes dele ser detido pelas autoridades iranianas.

Abedini recordou em um post do Facebook no domingo, os acontecimentos de 28 de Julho de 2012, quando ele estava viajando em um ônibus da Geórgia para a Turquia e para o Irã. Ele disse que dormiu no ônibus, e teve um sonho detalhado sobre o que estava para acontecer:

"No meu sonho eu estava em um ônibus e o veículo estava cheio de líderes políticos e religiosos. O ônibus entrava no pátio da prisão de Evin [Irã] e tivemos todos que nos render aos guardas e soldados que trabalhavam para o príncipe de Persia. Não havia maneira de escapar", escreveu ele.

"Eram quase 12:00, quando eu acordei e contei o meu sonho para a pessoa ao meu lado e o escrevi como uma mensagem de texto. De repente, uma guarda de Sepah, a milícia do Irã, parou o ônibus e uma soldado entrou no veículo, chamando meu nome: 'Quem é Saeed Abedini?'. Eu levantei a minha mão e ele me disse para seguí-lo", acrescentou.

Abedini, que passou uma boa parte de sua sentença na prisão de Evin, diz que o guarda levou-o a seu escritório, e tomou o seu passaporte.

"Certo, então eu sabia que minha vida iria mudar de uma forma muito dura", acrescentou o pastor.

"Prisão, tortura e a perda de tantas coisas aconteceram em poucos minutos. Senti o peso do mundo sobre meus ombros, meu peito e o coração. Era como se a Terra colocasse uma pedra enorme sobre mim e eu tinha que suportá-la", ele disse.

Abedini compartilhou os detalhes de seu sofrimento na prisão em várias ocasiões, desde a sua libertação em Janeiro (2016). O pastor foi espancado, teve importantes cuidados médicos negado e foi pressionado por autoridades iranianas a negar sua fé cristã, mas se recusava a fazê-lo.

Em certo momento ele chegou a ouvir dos oficiais: "Para você é o fim. Você nunca vai sair dessa prisão".

Após ser liberto da prisão, Abedini compartilhou sobre os momentos difíceis que viveu no sistema brutal das prisões do Irã. (Imagem: Fox News)

 

Falando a mais de 100.000 pessoas em Paris, no comício do Conselho Nacional de Resistência do Irã, em junho, Abedini insistiu, no entanto, que, mediante a fé em Jesus Cristo, a "ressurreição do povo iraniano" está chegando.

"Minha presença aqui prova que cada ato de resistência será uma vitória. Uma vitória para a liberdade. A mensagem de Deus na Bíblia diz que devemos resistir e encarar a tirania", disse Saeed no momento.

Voltando ao sonho, Abedini disse que sentiu que o Espírito Santo o "sacudia com força" e o "preparava para anos de sofrimento".

"Tudo isso por causa do Evangelho, como um filho de Deus e um cidadão norte-americano. Então, no próximo mês, eu estava em prisão domiciliar, mas acabei sendo levado ao confinamento solitário em 26 de setembro", lembrou.

O pastor foi originalmente condenado a oito anos de prisão, sob acusação de pôr em perigo a segurança nacional do Irã, mas foi liberto em janeiro deste ano (2016) como parte de uma troca de reféns-prisioneiros.

Em abril, o pastor disse que no tempo de sua prisão, ele havia sido chamado por Deus para deixar sua família em Boise, Idaho (EUA) e ir para o Irã pelo seu ministério, apesar do sofrimento que ele iria enfrentar.

"Antes de iniciar cada estação da minha vida, desde que me tornei um cristão, o Senhor me pediu para tomar uma decisão radical no meu coração", escreveu Abedini naquela época.

"Deus me pediu para deixar meus filhos que eu tinha alimentado, trocado suas fraldas, levado ao médico e passado cada dia e noite com eles, para voltar ao Irã - o que resultou na prisão. Milhões me acompanharam, enquanto eu me tornava uma testemunha de Cristo por mais de 1.200 dias e noites no sistema brutal das prisões iranianas", acrescentou.

veja também