Pastor Saeed Abedini diz que 'feministas' desampararam missionária presa no Irã

Saeed Abedini acrescentou que muitas dessas ativistas falam sobre direitos e questões de abusos das mulheres, mas estão "deixando uma mulher cristã enferma, desamparada na prisão".

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Sexta-feira, 24 Junho de 2016 as 10:45

Zargaran está cumprindo uma pena de quatro anos na prisão de Evin (Irã) e foi temporariamente autorizada a ir a um hospital, mas as autoridades exigiram que ela volte para o presídio. (Foto: Facebook)
Zargaran está cumprindo uma pena de quatro anos na prisão de Evin (Irã) e foi temporariamente autorizada a ir a um hospital, mas as autoridades exigiram que ela volte para o presídio. (Foto: Facebook)

O pastor americano Saeed Abedini está criticando ativistas de Direitos Humanos e até mesmo grupos feministas que se recusam a falar sobre o caso de sua amiga e integrante de seu ministério, a missionária Maryam (Nasim) Naghash Zargaran, que está presa no Irã, por não aceitar renunciar sua fé cristã.

"Muitas pessoas (que lutaram pela minha liberdade) nos deixaram sozinhos nesta batalha por Nasim e nunca sequer mencionaram o nome dela", escreveu Abedini em sua página do Facebook, na última quinta-feira.

Ele acrescentou que algumas dessas pessoas muitas vezes falam sobre direitos e questões de abusos das mulheres, mas estão "deixando uma mulher cristã enferma, desamparada na prisão".

Abedini prometeu continuar orando e lutando pela libertação de Zargaran e pediu a todos que façam o mesmo.

"O que eles fazem é uma vergonha, mas Louvado Senhor que Ele está sempre no controle", disse ele.

Zargaran está cumprindo uma pena de quatro anos na prisão de Evin (Irã) e foi temporariamente autorizada a ir a um hospital, para receber tratamento por problemas críticos de saúde, mas a promotoria do Teerã tem recusado seu pedido de licença médica prolongada e ela terá de voltar para sua cela na prisão.

A prisioneira cristã tem uma condição cardíaca que necessita de tratamento regular, após uma cirurgia de coração à qual foi submeta há nove anos. Além disso, na prisão a missionária também sofreu com dor de ouvido, tonturas contínuas, dormência nos membros, dor crônica nas articulações e na coluna vertebral, anemia severa e diabetes.

Pastor Saeed Abedini, que passou três anos e meio preso no Irã - também por causa de sua fé cristã - e agora está de volta aos Estados Unidos, já avisou que Zargaran está a "um passo da morte".

Nos dias em que a missionária teve a chance de ir para casa, mediante o pagamento de uma fiança, Abedini afirmou que tal medida poderia ter sido adotada para que as denúncias de desrespeito aos Direitos Humanos fossem abafadas. Dias depois, ela foi forçada a voltar para a prisão

"Uma fiança foi posta à Nasim e agora ela está agora em sua casa. Eu tenho que falar com ela. Ainda há uma grande possibilidade que eles queiram levá-la de volta depois de uma semana, aproximadamente. Eu acho que eles permitiram isso para calar as notícias. Eu a vi e ela parece estar a apenas um passo da morte", disse o pastor no início de junho, antes que ela fosse forçada a voltar para a prisão de Evin.

"Ela foi ao hospital para receber tratamento após a sua libertação temporária. Sua cunhada é médica e ela está agora em sua casa para ajudá-la a se alimentar normalmente", disse ele.

Zargaran teria protestado contra os maus tratos que sofreu na prisão com uma greve de fome.

Ela já trabalhou como professora de música infantil, segundo a Campanha Internacional pelos Direitos Humanos no Irã, mas em 2013 foi condenada a quatro anos de prisão por "conspiração contra a segurança nacional" - mesma acusação que recaiu sobre o pastor Saeed Abedini, na época em que ele foi preso.

Zargaran foi detida e levada para a ala feminina da prisão de Evin em 15 de julho de 2013 e, até agora, recebeu licença médica temporária duas vezes, para receber tratamento médico especializado.


Direitos das Mulheres?
Recentemente, o pastor Franklin Graham também criticou feministas, por estas não se posicionarem com relação à violência que as mulheres sofrem nas mães de grupos extremistas, como o Estado Islâmico ou em países como o Paquistão.

"Onde estão as 'Glorias Steinems', 'Bellas Abzugs' ou até mesmo as 'Hillarys Clintons', que se dizem defensoras dos direitos das mulheres quando se trata dos ensinamentos do islamismo? Por que eles não estão gritando e protestando contra a maneira como o islamismo trata as mulheres?", questionou o evangelista norte-americano em sua página no Facebook.

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