Radicais atacam ônibus e matam 28 passageiros não-muçulmanos para criar conflito religioso

Assessor do presidente do Quênia pede que os cidadãos de todas as religiões se mantenham unidos

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Terça-feira, 25 Novembro de 2014 as 11:31

ataque QuêniaNa fronteira entre o Quênia e a Somália, um ônibus com 28 passageiros foi atacado pelo grupo Al-Shabaab. Os extremistas mataram todas as pessoas que estavam no ônibus.

As vítimas foram identificadas como não-muçulmanos e, por isso, foram executados. A organização radical eivindicaram o ataque como vingança pelo fechamento de quatro mesquitas em Mombasa esta semana.

Segundo declarações feitas à AFP pelo chefe da polícia do departamento de Mandera, Noah Mwavinda, os criminosos pararam o ônibus, levaram o veículo para longe da estrada e executaram os passageiros que não souberam citar versos do Alcorão.

"Havia cerca de 60 passageiros no ônibus (...) os milicianos armaram uma emboscada a 8 km da saída de Mandera, cidade localizada na fronteira com a Somália", relatou o policial.

Adbikadir Mohammed, assessor direto do presidente do Quênia, disse em entrevista à BBC que o objetivo foi de criar conflito em muçulmanos e não-muçulmanos no país. “O objetivo é uma guerra religiosa no Quênia”, constatou.

Qualificando a ação de 'crime atroz', o assessor pediu que os cidadãos de todas as religiões se mantenham unidos contra a violência.

A Cruz Vermelha do Quênia confirmou o registro de vítimas: 19 homens e 9 mulheres.


com informações da Portas Abertas

 

 

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