Saeed Abedini diz que a oração era sua principal atividade na prisão: "Quase 20 horas em um dia"

O pastor que passou mais de três anos preso no Irã revelou que não havia muito com o que se entreter na prisão, já que os carcereiros impediam até mesmo que livros chegassem a ele. Mas a oração tornou-se sua principal arma para vencer aquele tempo difícil.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Terça-feira, 26 Janeiro de 2016 as 12:36

O Pastor Saeed Abedini - cidadão norte-americano que foi liberto de uma prisão no Irã, no início deste mês - falou sobre a tortura que sofreu durante o cativeiro e sua constante oração a Deus em sua primeira entrevista pós-libertação.

Abedini disse à repórter Greta Van Susteren, da Fox News, que os interrogadores iranianos tentaram convencê-lo a assinar documentos de confissão de crimes que ele não havia cometido durante seus os mais de três anos que passou na prisão. Apesar da pressão dos funcionários, ele se recusou a assinar todas as vezes.

"Em um dos interrogatórios, eles me espancaram com muita força", disse o pastor, lembrando que esta agressão lhe causou um sangramento do estômago. Ele também foi ameaçado de ser espancado até a morte e lhe disseram que, mesmo após a sua libertação, ele ainda seria acompanhado de perto pelas autoridades iranianas.

Atualmente, Abedini está em um tempo de retiro com membros seus familiares no Centro de Treinamento Billy Graham, na Carolina do Norte (EUA). O pastor foi levado para este local, após chegar aos Estados Unidos e ser recebido pelo prórpio pastor Franklin Graham - atual presidente da Associação Evangelística Billy Graham.

Saeed Abedini foi alvo de importantes campanhas internacionais, que pediram a sua liberdade, com grupos de combate à perseguição religiosa e líderes mundiais, como o presidente Barack Obama se envolvendo na negociação com o Irã para libertá-lo.

Abedini assegura que o único motivo de sua prisão no Irã foi a sua fé cristã, porém o governo iraniano continua a afirmar que ele foi punido por "usar o cristianismo para tentar prejudicar a nação do Irã".

O pastor que vivia com sua família em Boise (Idaho / EUA) revelou que uma das coisas mais difíceis durante o seu tempo na prisão foi encontrar uma forma de fazer passar o tempo, uma vez que os guardas da prisão não lhe davam livros ou qualquer coisa para mantê-lo entretido.

Ele disse na entrevista que "a cada dia, por horas e horas, às vezes mais de 20 horas, só orava".

"A melhor coisa que eu podia fazer ali era [orar]", acrescentou.

Abedini revelou que sentiu-se mais animado quando ele foi transferido para a mesma cela de prisão do ex-fuzileiro naval dos EUA Amir Hekmati.

"Quando eles me mandaram para outra cela - que Amir Hekmati, da Marinha, estava lá, vendaram meus olhos e me levaram para quarto, e lá em cima, eu acho que, passei quase 60 dias com Amir".

"Em primeiro lugar, quando eu removi a venda dos meus olhos, e eu vi Amir, eu me fiquei de coração partido por ver o que eles fizeram com alguém da nossa Marinha", Abedini observou, explicando que Hekmati já estava muito magro e fraco.

Susteren disse que muito de suas conversas com Abedini serão reveladas nas próximas semanas.

Franklin Graham, presidente e CEO da Associação Evangelística Billy Graham, que foi uma das principais vozes, clamando pela libertação do pastor Saeed, disse em um comunicado na semana passada que ninguém na América pode "compreender ou imaginar o que Saeed sofreu após ser preso no Irã por causa de sua fé cristã".

"Queremos oferecer-lhe um lugar tranquilo para descansar e visitar com a família", acrescentou, referindo-se a permanência de Abedini no Centro de Treinamento Billy Graham.

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