Situação de crianças imigrantes nos EUA é considerada 'crise humanitária'

Entre outubro de 2013 e julho de 2014, o número de crianças desacompanhas que entraram clandestinamente nos EUA chegou a 57 mil

fonte: guiame.com.br

Atualizado: Quarta-feira, 16 Julho de 2014 as 2:27

imigração _ criançasDe acordo com o o republicado Bob Goodlatte, presidente do Comitê Judicial da Câmara dos Representantes, a maioria das crianças procedentes da América Central entraram sozinhas e de forma ilegal nos Estados Unidos têm pais imigrantes ilegais no país.

Após liderar uma delegação na fronteira com o México, ele classificou a situação como uma 'crise humanitária'.

Segundo as conclusões divulgadas hoje pelo escritório do congressista, para a "grande maioria" das crianças centro-americanas que cruzaram sem companhia de um adulto houve contato com seus pais, "que já estavam nos Estados Unidos ilegalmente" e que participaram de uma ou outra forma na operação para seu transporte ilegal.

Entre outubro de 2013 e julho de 2014, o número de crianças desacompanhas que entraram clandestinamente nos EUA chegou a 57 mil.

O tema trouxe de volta para o centro do debate americano as fracassadas tentativas de reforma das leis de imigração do país. Nesta quarta-feira, Obama voltou a acusar os republicanos da Câmara dos Deputados de travarem a discussão apesar de haver uma coalizão "sem precedentes" em apoio à reforma.

"Há uma coalizão para a reforma da imigração sem precedentes e esses caras ( os congressistas) não conseguem unir seus projetos", disse Obama.

O congressista Goodlatte destacou que o presidente dos EUA, Barack Obama, "tem ferramentas" para controlar esta atividade no Vale do Rio Grande e prevenir que os menores façam uma "viagem perigosa" ao país.

"Se Obama quer deter este problema, deve fazer cumprir nossas leis de imigração e deixar de usar a caneta e o telefone para criar programas de legalização", disse em comunicado, no qual, além disso, pediu que sejam revisados os pedidos de asilo para evitar "fraudes".


com informações de EFE e Agência Globo

 

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