Trabalho Escravo: O que acontece quando blogueiros conhecem o lado obscuro da moda?

Durante um mês, 3 dos maiores blogueiros de moda do país foram levados para viver a vida de um trabalhador comum numa "sweatshop" ("a moda barata da morte") no Cambodia.

fonte: Guiame, Carlos Alberto Bezerra Jr.

Atualizado: Segunda-feira, 26 Janeiro de 2015 as 11:22

Blogueira de moda chora ao ver de perto a realidade do trabalho escravo no Cambodia
Blogueira de moda chora ao ver de perto a realidade do trabalho escravo no Cambodia

Se você, como eu, já não tem mais paciência para reality shows, vale a pena dar uma chance a essa ideia do jornal Aftenposten, da Noruega. É a melhor que eu já vi, se chama "Sweatshop, a moda barata da morte".

Durante um mês, 3 dos maiores blogueiros de moda do país foram levados para viver a vida de um trabalhador comum numa sweatshop do Cambodia. É de lá que vêm a maioria das roupas das multinacionais que eles admiram e promovem em seus blogs.

Na chegada, eles imaginam a vida um pouco como os adolescentes de classe média alta daqui: a pessoa tem sorte de ter um emprego e gosta da vida "simples" que leva, afinal já nasceu nessas condições e não conhece outras.

Com o dia-a-dia eles acabam em lágrimas como na foto. Formam laços de amizades com as pessoas que odeiam o trabalho e a vida que levam e queriam algo melhor. Nessa foto, uma das blogueiras chora dizendo que não aguenta mais viver assim.

Além da pressão insana por costurar um número absurdo de peças por dia, vivem em casas apertadas sem o básico e precisam se virar para comer com o mesmo salário que as pessoas recebem.

Uma das cenas mais interessantes é quando os blogueiros vão com trabalhadores da fábrica a uma loja da empresa para a qual trabalham e qualquer blusa custa o que eles pagam mensalmente de aluguel.

Colocar-se no lugar do outro é um exercício que poderia ser simples mas tornamos muito complicado. O mundo seria incrivelmente melhor se conseguíssemos recuperar essa capacidade.

veja também