Urgência da libertação do Pastor Saeed Abedini é unanimidade em votação no Senado dos EUA

Os senadores votaram em unanimidade (90 a 0) a favor da resolução elaborada pelo senador James Risch, R-Idaho, que exige que o governo Obama use de todas as ferramentas possíveis para libertar o pastor Saeed.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Terça-feira, 12 Maio de 2015 as 5:47

Saeed Abedini nasceu no Irã, mas se naturalizou norte-americano.  O pastor está preso há dois anos e meio, sendo mantido longe de sua esposa e seus dois filhos pequenos.
Saeed Abedini nasceu no Irã, mas se naturalizou norte-americano. O pastor está preso há dois anos e meio, sendo mantido longe de sua esposa e seus dois filhos pequenos.

O Senado dos EUA aprovou uma resolução bipartidária na última segunda-feira (11), que insta o Irã a libertar imediatamente o Pastor Saeed Abedini e dois outros americanos presos, além de localizar outro americano que desapareceu no país do Oriente Médio.

O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, R-Kentucky, destacou em um discurso no Senado norte-americano, o nome de Abedini, que foi preso no Irã há dois anos e meio, e pediu que o governo Obama garantisse a sua libertação antes que um acordo seja firmado com o Irã sobre o seu programa nuclear.

"Um desses americanos, Saeed Abedini, teria sido mantido prisioneiro pelo que parece ser o suposto 'crime' de tentar construir e operar um orfanato, e teve o acesso a cuidados médicos negado, sendo trancado em confinamento solitário. Isso é aparentemente como o regime iraniano lida com aqueles que se atrevem a mostrar amor e compaixão para com os outros", disse ele.

A resolução diz: "o Governo da República Islâmica do Irã deve imediatamente liberar Saeed Abedini, Amir Hekmati e Jason Rezaian, além de cooperar com o Governo dos Estados Unidos para localizar e devolver Robert Levinson. O governo dos Estados Unidos deve empreender todos os esforços usando cada ferramenta diplomática à sua disposição para assegurar a sua libertação imediata".

Os senadores votaram em unanimidade (90 a 0) a favor da resolução elaborada pelo senador James Risch, R-Idaho.

Os candidatos presidenciais, senador Marco Rubio R-Florida; Ted Cruz (Texas); bem como o senador Lindsey Graham (Carolina do Sul) perderam a votação, de acordo com jornal 'Hill'.

"Nenhum americano deve achar que isto [prisões de Abedini e os demias] é 'aceitável'. Assim como nenhum americano deve achar que é aceitável prender injustamente um repórter ou um neto que chegam para ver sua avó. Eu penso que nós podemos todos concordar que, no mínimo, o governo americano não deve estar recompensando o Irã por suas violações dos direitos humanos vergonhosas - que não deve ser concedido o acesso do Irã ao financiamento que ele deseja para seu programa de armas nucleares terroristas enquanto esta exploração continua", disse McConnell.

De acordo com o Centro Americano de Direito e Justiça: "À luz da próxima revisão do Senado de qualquer acordo nuclear com o Irã, esta foi uma importante declaração de que os senadores estão priorizando a liberdade do Pastor Saeed e outros cidadãos norte-americanos presos no Irã. Estes são os mesmos senadores que irão rever e votar em qualquer acordo nuclear que venha a ser concluído com o Irã".

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