36 cristãos são amarrados e agredidos até a morte no Congo

A perseguição contra os cristãos tem se intensificado na região. O ataque do último sábado (13) foi o mais mortífero desde novembro de 2014.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Terça-feira, 16 Agosto de 2016 as 9:29

Este é o ataque mais mortífero desde novembro de 2014. (Foto: Getty Images).
Este é o ataque mais mortífero desde novembro de 2014. (Foto: Getty Images).

Mais uma organização jihadista está ganhando força em um período onde a perseguição contra os cristãos se intensifica na República Democrática do Congo (RDC). Pelo menos 36 pessoas foram mortas na região de Kivu do Norte, no último sábado (13). Este é o ataque mais mortífero desde novembro de 2014.

As vítimas foram amarradas e agredidas até a morte. Alguns relatos sugerem que as mortes ainda estão ocorrendo e já chegam a quase 50, de acordo com a World Watch Monitor – WWM (Assistência Mundial Monitora, em tradução livre).

Anos depois de uma tentativa frustrada de derrubar o governo de Uganda, a “Islamist Allied Democratic Forces-National Association for the Liberation of Uganda (ADF-NALU)” (Associação de Islamitas Aliados as Forças Democratas pela Libertação de Uganda, em tradução livre) tem tido como alvo os cristãos no nordeste da República Democrática do Congo. 

As mortes do fim de semana são parte de uma revolta em curso, composta por ataques quase que semanais, estupros e sequestros, de acordo com a WWM. No entanto, o aumento da frequência dos incidentes sugerem que a organização jihadista está ganhando destaque na região.

Uma testemunha do Ministério Portas Abertas, instituição que milita contra a perseguição cristã, descreveu a "miséria" causada pelos ataques.

"Sinais de ataques recentes são visíveis em todos os lugares, em edifícios espalhados ao longo da estrada. Pequenas aldeias foram arrasadas e quase nenhuma vida civil é visível", disse um representante anônimo.

"80% das famílias aqui têm fazendas, mas elas não podem mais ter acesso às propriedades, pois estão correndo risco de vida. Isto significa também que estão sem comida e sem dinheiro. Eles estão vulneráveis à fome", relatou.

"Nós não entendemos por que isso está acontecendo", disse um pastor. "Os rebeldes levam as pessoas para o mato para matá-las ou raptá-las. Eles atacam por um tempo e levam as pessoas a fugir. Em seguida, eles atacam os lugares para onde essas pessoas escapam", declarou.

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