“Aceitação do casamento gay é um sinal do fim dos tempos”, diz evangelista ex-lésbica

“Qualquer outro relacionamento que não seja entre um homem e uma mulher, é uma união civil. Isso não é um casamento", afirma a evangelista ex-lésbica Janet Boynes.

fonte: Guiame, com informações de CNS News

Atualizado: Segunda-feira, 20 Junho de 2016 as 3:45

Janet Boynes é fundadora do Ministério Called Out, que ajuda pessoas que lutam contra a homossexualidade. (Foto: Reprodução)
Janet Boynes é fundadora do Ministério Called Out, que ajuda pessoas que lutam contra a homossexualidade. (Foto: Reprodução)

A aceitação do casamento gay na sociedade é um dos indícios dos acontecimentos que a Bíblia prevê para os últimos dias, de acordo com a ex-lésbica Janet Boynes, fundadora do Ministério Called Out, que ajuda pessoas que lutam contra a homossexualidade.

“Qualquer outro relacionamento que não seja entre um homem e uma mulher, é uma união civil. Isso não é um casamento. Nós não temos que nos permitimos ficar tão confusos e perceber que a Bíblia alerta que estas coisas iriam acontecer nos últimos dias", disse ela em entrevista à rádio norte-americana Fé e Liberdade.

"Nós temos que ter uma compreensão melhor dos acontecimentos que a Bíblia descreve nos últimos dias, e confiar em Deus. Ele tem uma resposta para tudo em sua Palavra", acrescentou.

Janet avalia que a nova geração impõe a nova opção sexual aos pais, que ficam sem saber como reagir. “Muitos pais estão permitindo que seus filhos e o parceiro do mesmo sexo vão juntos a reunião de Natal ou Ação de Graças, como se eles fossem um casal heterossexual."

A ex-lésbica compreende que este não é um processo fácil para os pais, e acredita que o “desprezo” é uma resposta errada nestes casos. "A maioria dos gays e lésbicas estão à procura de afirmação, e o mais importante é que os pais não ignorem seus filhos ou os empurre para debaixo do tapete”, disse ela.

"Deixe seus filhos saberem: ‘Sim, nós te amamos. No entanto, acreditamos que o casamento é entre um homem e uma mulher e, por esta razão, não vamos permitir que você e seu parceiro do mesmo sexo estejam nessa casa. Você é mais que bem-vindo, você é nosso filho. Você pode comer aqui, você pode ficar aqui, você pode vir aqui a qualquer hora que quiser — você é nosso filho. Mas o seu parceiro não pode vir para nossa casa e passar as férias como um casal", aconselha Janet.

Testemunho

A homossexualidade de Janet começou da mesma forma que acontece com muitas mulheres: depois de sofrer abuso sexual e psicológico quando criança. Ela foi criada pelo namorado de sua mãe, um alcoólatra que mostrava pouca afeição por Janet.

Aos 12 anos, ela foi abusada sexualmente por um parente, que era então coroinha na igreja dela. Janet começou a sofrer aversão a homens e passou a sentir atração por outras mulheres. Ela também começou a usar drogas.

Sua dor estava acobertada numa falsa masculinidade que a transformou numa valentona de escola, onde as pessoas começaram a perguntar se ela era lésbica — uma ideia que ela evitou até os 20 anos de idade, quando sua solidão a levou a seu primeiro encontro sexual com uma mulher.

Embora tivesse tido contato com o cristianismo, Janet diz que suas experiências lésbicas a levaram a rejeitar sua fé e entrar no estilo de vida homossexual, com todas as suas turbulências e sofrimento. Ela mudava de um relacionamento para outro, ficou mais viciada em cocaína e desenvolveu bulimia.

No entanto, a vida de Janet começou a mudar quando ela foi convidada a visitar uma igreja local que ela muitas vezes havia visto em seu caminho ao trabalho. "E eu, não pensando no meu perfeito juízo, disse: 'certamente irei'. E fui vestindo uma calça esportiva, com aparência encardida, não sabendo o que esperar", contou à CBN.

Na igreja, Janet relata que lhe mostraram compaixão e compreensão, e os membros lhe deram apoio em sua luta para se libertar do estilo de vida viciante. Um casal acabou se oferecendo para abrigá-la em seu lar, onde ela viveu durante um ano e recebeu o amor que ela jamais havia experimentado quando menina. Ela abandonou o lesbianismo permanentemente, e recuperou sua identidade heterossexual.

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