Acreditar em Deus satisfaz os 16 desejos humanos mais comuns, segundo psicólogo

A nova teoria defendida pelo professor Steven Reiss na obra "The 16 Strivings for God" ("Os 16 Esforços por Deus") é o último fascínio dos psicólogos com a tentativa de explicar o fenômeno da religião, que analisa este contexto desde Sigmund Freud até os dias de hoje.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Quarta-feira, 14 Outubro de 2015 as 3:38

Na última terça-feira (13), vários veículos de notícias publicaram uma reportagem que abordou o tema "Aqui está o porquê você acredita em Deus". A fonte foi um novo livro, escrito por um professor de psicologia da Universidade de Ohio (EUA), que disse que a razão pela qual as pessoas acreditam em Deus é que esta decisão satisfaz os 16 desejos humanos mais básicos.

A nova teoria defendida pelo professor Steven Reiss na obra "The 16 Strivings for God" ("Os 16 Esforços por Deus") é o último fascínio dos psicólogos com a tentativa de explicar o fenômeno da religião, que analisa este contexto desde Sigmund Freud até os dias de hoje. Em diversas teorias psíquicas sobre o assunto, a suposição parece ser que 'Deus não existe e quem é vagamente inteligente sabe disso' ou que 'esta seria uma questão irrelevante'. Porém estas premissas acabam sendo contrariadas, quando se constata que a maioria da população mundial ainda acredita em algum deus.

No entanto argumento Reiss avalia este contexto de uma forma diferente. As tentativas anteriores de explicar a religião do ponto de vista psicológico se baseavam nos argumentos de ela fornece uma estrutura moral ou uma maneira de lidar com a morte. No entanto, isto seria um entendimento demasiadamente estreito, segundo o psicólogo. Em vez disso, a religião se relaciona com todos os 16 desejos humanos mais comuns de uma só vez: Curiosidade, aceitação, família, honra, idealismo, independência, ordem, atividade física, energia, romance, salvação, contato social, alimentação, status, tranquilidade e vingança.

O professor da Universidade Estadual de Ohio insiste que é impossível reduzir a fé a uma única motivação, mas afirma que ela atende a uma gama de desejos.

"Eu acho que quase tudo na religião é uma expressão de um dos 16 desejos básicos ou uma combinação deles. Por exemplo, se você é extremamente ambicioso, você vai valorizar uma conquista muito mais do que uma pessoa normal. Deus é visto como o criador do universo, o que deve ser a realização final, de modo que vai apelar para você", destacou.

"Se você é uma pessoa penitente, em seguida, a ira de Deus na Bíblia terá valor para você, mas se você é o tipo de personalidade oposta - um 'defensor da paz' - você vai se desanimar com um deus furioso. Mas se identificará com o mandamento de dar a outra face. A religião vem em opostos para ser atraente para diferentes personalidades da população", avaliou.

No entanto, para Reiss, a questão de saber se Deus existe, na verdade não importa, porque tudo depende se os nossos desejos humanos estão satisfeitos.

"Não importa se Deus existe ou não, sendo que a crença religiosa é destinada a cumprir os nossos desejos humanos básicos", afirmou.

"Se você quer construir uma religião que vai ter um monte de seguidores, você tem que lidar com todos os desejos humanos de forma forte e / ou fraca".


Análise
O problema com a posição de Reiss é que esta tende para o argumento: 'porque os desejos humanos básicos são cumpridos na crença em Deus, então a crença em Deus deve ser uma construção da nossa imaginação'.

Assim, este argumento deve preocupar os cristãos? De modo nenhum. Em primeiro lugar é apenas uma remontagem de uma teoria já apresentado por um filósofo do século 19, chamado Ludwig Feuerbach. Seus argumentos fizeram pouco para perturbar os cristãos e agora, Reiss também não deve nos preocupar. Reiss tem mesmo admitido que em sua teoria não há implicações para a validade ou invalidade de crenças religiosas.

Mas ele deve ir mais longe. O fato de que nossos desejos são realizados na crença em Deus adiciona peso ao argumento de que Deus existe. Se olharmos brevemente para os nossos desejos básicos, nós estamos 'com fome' e há comida de verdade para satisfazer a fome. Estamos 'com sede' e há água para saciar esta sede. E assim por diante.

Nós somos feitos com os desejos e os desejos instintivos acabam sendo satisfeitos na criação. Nós também temos desejos espirituais instintivos como o desejo de adorar, o desejo pela eternidade, o desejo pelo sobrenatural. O fato de que nós temos estes desejos não significa que Deus deve, portanto, ser uma criação da nossa imaginação. Todas estas coisas apontam para o fato de que é mais provável que Deus realmente exista.

Então Reiss está certo de que nossos desejos humanos básicos estão satisfeitos na crença em Deus. Este é exatamente o ponto. É assim que fomos feitos e há uma razão pela qual temos esses desejos. Mas longe de significar que Deus não existe, na verdade isto só apoia aqueles entre nós que acredita em Sua existência.

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