Advogado cristão é forçado a se esconder após receber ameaças de morte, no Paquistão

Gill estava trabalhando para proteger a família das vítimas que morreram queimadas vivas em um forno de tijolos após serem acusadas de blasfêmia contra o Islã.

Atualizado: Terça-feira, 12 Julho de 2016 as 2:11

Um advogado que trabalha para defender os cristãos e outras minorias da perseguição no Paquistão fugiu e se escondeu depois de receber ameaças de morte. O cristão Sardar Mushtaq Gill trabalha na área de direitos humanos. Ele tem trabalhado para trazer justiça para as minorias oprimidas, e particularmente os cristãos.

Gill estava trabalhando para proteger a família das vítimas que morreram queimadas vivas em um forno de tijolos após serem acusados de blasfêmia contra o Islã. Gill tinha pedido proteção para si mesmo por parte das autoridades, mas foi forçado a fugir para salvar sua vida quando se viu sem nenhuma proteção.

De acordo com uma declaração da “Farrukh Saif Foundation”, uma organização que ajuda vítimas de discriminação no Paquistão, "o Sr. Gill se encontrou em alto risco e foi forçado a se esconder depois de receber ameaças de morte e ataques físicos. Ele também havia se manifestado mais cedo sobre sérias preocupações em relação a sua segurança e a segurança de sua família após ameaças que foram emitidas pelos militantes dos grupos extremistas e de criminosos individuais”.

A declaração ainda afirma que apesar do advogado estar buscando proteção das autoridades sobre o seu pedido de segurança, ele tem sido ignorado. Os dois herdeiros do casal cristão que foi queimado no forno também receberam ameaças e pediram proteção para as autoridades.

Outros ativistas de direitos humanos pediram ao governo para fazer mais em relação a defesa dos direitos humanos no Paquistão. Eles também têm apelado para outros países, como o Reino Unido.

"O governo britânico deve ajudar o Paquistão sobre a proteção dos direitos humanos dos cristãos e outras minorias. Se os governantes do Paquistão não cumprirem, o Reino Unido deve mudar a ajuda do governo para ONGs que não discrimina", afirmou o ativista de direitos humanos Peter Tatchell.

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