Após assassinatos em Charleston, igrejas passam a contratar seguranças armados nos EUA

Um consultor de segurança para igrejas que monitora a violência nos templos, no entanto, disse em 2013 que as igrejas e outras organizações religiosas se tornaram 'alvos mais fáceis'.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Sexta-feira, 3 Julho de 2015 as 1:09

Segurança armado
Segurança armado

Alguns pastores de igrejas em todo o território dos Estados Unidos estão contratando serviços de segurança armada após o tiroteio em na igreja Afro-Americana Emmanuel, em Charleston, no qual um jovem matou 9 pessoas.

Segundo o líder de uma igreja na cidade de Jackson (Michigan), a presença de seguranças armados poderia ter evitado tantas mortes naquela noite, em Charleston.
 
"Se eles tivessem segurança, o atirador não teria sido capaz de recarregar", disse o bispo Ira Combs, líder da igreja 'Greater Bible Way Temple'. "Ninguém aqui vai dar a outra face quando alguém atirar em nós".
 
A igreja de Combs agora colocou guardas armados para fazer a segurança do templo. Outro coordenador de segurança trabalhou com membros da equipe de segurança que estavam à paisana na congregação no último domingo (28), segundo relatórios dos Christian Today.
 
"Nós não estamos procurando envolver as pessoas em casos de violência, mas estamos buscando aplicar a lei", disse Combs. "E nós estamos prontos para interditar qualquer pessoa que queira entrar no templo com uma arma".
 
Em Detroit, o pastor da igreja 'Greater Grace Temple', Charles Ellis tem agora uma equipe de segurança, formada por 25 homens treinados e armados.
 
"Ninguém deveria ter medo de vir ao culto ter que ficar olhando por cima dos ombros", disse ele.
 
De acordo com o Banco de Dados Nacional das Igrejas nos Estados Unidos, houve 139 tiroteios em igrejas americanas entre 1980 e 2005. Nos casos registrados, 185 pessoas foram mortas. Números mais recentes não estão disponíveis.

Um consultor de segurança para igrejas que monitora a violência nos templos, no entanto, disse em 2013 que as igrejas e outras organizações religiosas se tornaram 'alvos mais fáceis'.
 
"Sempre que há uma situação de violência, vemos a segurança se reforçando", disse Carl Chinn. "As escolas, por exemplo, tornaram-se alvos mais difíceis. E como podemos ver, outros lugares estão buscando mais prontidão, o que significa que locais como igrejas e ministérios se tornam alvos mais fáceis para atentados".

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