Após ser demitido por orar em campo, treinador cristão tenta recuperar seu emprego

Joe Kennedy começou orando sozinho, depois dos jogos. Ele se ajoelhava para agradecer a Deus pela saúde dos atletas. Até que alguns dos estudantes começaram a lhe acompanhar nas orações.

fonte: Guiame, com informações do The Washington Times

Atualizado: Quinta-feira, 11 Agosto de 2016 as 11

O distrito escolar de Bremerton alertou que parassem com as orações promovidas pelo treinador. (Foto: Associated Press).
O distrito escolar de Bremerton alertou que parassem com as orações promovidas pelo treinador. (Foto: Associated Press).

Um ex-treinador de futebol americano entrou com uma ação federal contra um distrito escolar do estado de Washington (EUA), depois que ele perdeu seu emprego por orar em campo, após os jogos.

Joe Kennedy disse que não está processando o distrito escolar de Bremerton por danos financeiros, mas afirmou que apenas quer de volta o seu emprego e a capacidade de viver de forma coerente com os princípios da sua fé.

"Eu realmente espero que o distrito escolar devolva o meu emprego para que eu possa voltar a fazer o que eu mais amo: treinar os meus jogadores", disse Kennedy em um comunicado.

Mike Berry, consultor sênior do “First Liberty Institute” (Instituto liberdade em primeiro lugar, em tradução livre), que representa o treinador Kennedy, disse que o distrito escolar discriminou seu cliente com base em suas crenças religiosas e que isso é uma violação da Primeira Emenda do Título VII dos direitos civis, que proíbe a discriminação religiosa no emprego.

"Os cidadãos que trabalham para o governo não estão proibidos de orar. Isso é lei, agora. Isso é configurado como hostilidade religiosa e discriminação", disse Berry em um comunicado. "Tudo o que estamos pedindo é para que o treinador Kennedy seja restabelecido e para que a escola lhe permita continuar a orar sozinho na linha de 50 jardas, depois dos jogos."

O início das orações

Kennedy começou a orar depois dos jogos, quando ele foi contratado como assistente técnico do time do colégio de futebol em Bremerton , em 2008. No início ele orava sozinho. Ele ficava de joelhos e agradecia a Deus pela saúde e segurança dos atletas.

Eventualmente, os jogadores começaram a perguntar a Kennedy se eles poderiam fazer o mesmo e ele disse que os alunos tinham o direito de fazer o que quisessem. O número de participantes cresceu e os jogadores de equipes adversárias muitas vezes se juntavam a eles.

Foi então quando o distrito escolar de Bremerton alertou que parassem com as orações promovidas pelo treinador, por meio de uma notificação. Um membro de uma escola havia elogiado a conduta de Kennedy para oficiais do distrito. Uma carta proibiu expressamente o professor de orar após os jogos.

Mas o Sr. Kennedy voltou a se ajoelhar com seus jogadores e estudantes da equipe adversária, além de vários membros da comunidade que vieram para mostrar apoio ao treinador. Ele foi suspenso no mesmo mês, um dia antes do jogo na final da temporada. No mês seguinte, sua avaliação com desempenho negativo fez com que ele não fosse contratado novamente, alegando uma não conformidade com as normas do distrito sobre a oração.

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