Ateus twittam mais que cristãos, judeus e muçulmanos, afirma estudo

Ainda que os ateus sejam um grupo pequeno comparado a outros grupos religiosos, eles têm mais amigos, mais seguidores, e twittam mais, segundo estudiosos.

fonte: Guiame

Atualizado: Segunda-feira, 6 Outubro de 2014 as 10:21

Um novo estudo do Twitter vem notando que os usuários identificados como ateus são mais propensos a twittar sobre seus pensamentos do que membros de grupos religiosos. O estudo, feito nos Estados Unidos, analisou pessoas que se identificam como cristãos, judeus, muçulmanos, budistas, hindus e ateus em seus perfis do Twitter.

Ainda que os adeptos dos seis grupos estudados twitem com frequência, os ateus – que são minoria nos EUA – são os mais ativos. "Em média, podemos dizer que os ateus têm mais amigos, mais seguidores, e twittam mais", disse Lu Chen, doutorando na Universidade Estadual de Wright. Ele e os co-autores do estudo irão apresentar suas conclusões em novembro, na Sexta Conferência Internacional Anual sobre informática social.

O estudo também é notável por sua dimensão – os investigadores vasculharam mais de 96 milhões de tweets de mais de 250 mil usuários do Twitter. Eles também estudaram os ‘amigos’ que as pessoas seguem no Twitter - e os ‘seguidores’ dos usuários que vivem nos EUA.

Dos cinco grupos estudados, dentre os que são especificamente religiosos, os muçulmanos são os mais ativos no Twitter, com base no número médio de tweets. Os muçulmanos e os judeus têm o maior número de amigos e seguidores em comparação com as outras religiões.

Outro item do resultado mostra que para os cristãos, as palavras que mais os distinguem dos outros usuários são "Jesus", "Cristo" e "Bíblia", enquanto as palavras que mais diferenciam os ateus são "evolução", "ciência" e "evidências".

Também foi descoberto que enquanto os usuários religiosos do Twitter falam sobre temas específicos sobre a fé que eles aderem (cristãos falam sobre Jesus e ateus falam sobre ciência), todos os grupos religiosos estudados tinham preocupações semelhantes. A nuvem de tags das palavras mais twittadas em todos os grupos estudados foram "amor", "vida", "trabalho" e "feliz".

"Os seres humanos não são tão diferentes, não importa em quem você acredite", disse Chen. "As pessoas ainda se importam muito sobre nossas vidas diárias; que é bastante similar. Amor, vida boa, nós nos preocupamos com o mundo, nós nos preocupamos com outras pessoas. É o mesmo".

Okulicz-Kozaryn, co-autor do estudo, acha que ele o Twitter é uma ferramenta importante para os grupos religiosos e se tornará ainda mais importante no futuro. "Uma mídia social como o Twitter está ocupando cada vez mais a comunicação", disse ele. "As pessoas falam menos umas com as outras e usam as mídias sociais para isso, portanto, esse tipo de comunicação é muito importante."

De acordo com Kozaryn, o valor do Twitter para os grupos religiosos não está apenas no número de novos seguidores que cada perfil consegue atrair, mas sim, no fornecimento de uma plataforma de expressão religiosa. "Não é como os grupos, que dizem apenas 'Ei, se juntem a nós!'", disse ele. "É ter sua voz ouvida, tornando as pessoas interessadas, e através disso, alguns novos seguidores acabam surgindo."

Com informações de The Huffington Post
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