Atirador de Dallas perdeu sua fé cristã após servir como soldado no Afeganistão, dizem pais

Micah Xavier Johnson, de 25 anos, matou cinco policiais e feriu outras sete pessoas, durante um protesto contra o racismo, em Dallas, Texas (EUA).

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Terça-feira, 12 Julho de 2016 as 9:15

MIcah Xavier, de 25 anos, matou cinco policiais e feriu outras sete pessoas durante um protesto do movimento 'Black Lives Matter' em Dallas, Texas (EUA) na última quinta-feira. (Imagem: Christian Post)
MIcah Xavier, de 25 anos, matou cinco policiais e feriu outras sete pessoas durante um protesto do movimento 'Black Lives Matter' em Dallas, Texas (EUA) na última quinta-feira. (Imagem: Christian Post)

Micah Xavier Johnson, o atirador de 25 anos de idade que matou cinco policiais e feriu outras sete pessoas durante um protesto do movimento 'Black Lives Matter' em Dallas, Texas (EUA) na última quinta-feira (07), supostamente teria perdido a fé cristã depois de servir no Afeganistão.

"Ele amava o seu país. ... Ele queria proteger seu país", disse Delphine Johnson, de 49 anos, mãe do atirador que é declaradamente uma funcionária de uma igreja local.

"Ser um militar não era o que Micah pensou para sua vida", acrescentou Delphine. "Ele estava muito decepcionado, muito decepcionado. Mas pode ser que o ideal que ele pensava do nosso governo, o que ele pensou que o serviço militar representava, não tenha feito jus às suas expectativas".

De acordo com o jornal 'Dallas Morning News', Micah entrou para a Reserva do Exército em 2009, o mesmo ano em que completou o ensino médio e serviu com a brigada de engenharia 420.

Sua mãe, que o ensinou sobre sua fé cristã, disse ao jornal 'The Blaze' que ela viu seu filho se transformar de um jovem extrovertido em um "ermitão", após o serviço militar de aproximadamente seis anos, incluindo o serviço de sete meses em uma missão no Afeganistão, em julho 2014.

"Ele ficava recluso, não queria falar mais com as pessoas, não acreditava mais em Deus", disse Myrtle Booker, de 62 anos, que conheceu a de Micah na igreja.

O jornal 'Telegraph' informou que enquanto servia no Afeganistão, Micah foi acusado de assédio sexual.

A mulher que o acusou solicitou uma ordem de proteção contra ele, impedindo que ele se aproximasse dela e de sua família "em casa, em um restaurante ou qualquer outro local". Ela também disse aos superiores de Johnson que ele precisava de "ajuda psicológcia".

Bradford Glendening, um advogado do Texas que representou Johnson no caso, disse ao jornal 'Dallas Morning News': "Eu tenho certeza que ele criou um ambiente de trabalho hostil por levar adiante um relacionamento sexual com ela. Ela disse que queria que ele procurasse ajuda psicológica".

Wells Newsome, um soldado que serviu com Johnson na época, também disse ao jornal: "Todos nós sabíamos que ele era um pervertido, porque ele foi pego roubando calcinhas das meninas. Mas assassinar policiais é uma história diferente. Você nunca sabe o que alguém é capaz de fazer, até que seja tarde demais".

A mãe de Micah e seu pai, James Johnson, 55 anos, disse ao jornal 'The Blaze' que quando pequeno, Johnson queria ser um policial e mais tarde se entusiasmou pelo alistamento militar.

O pai de Micah, que agora é casado com uma mulher branca, explicou que depois que seu filho serviu com os militares em 2014, o jovem começou a estudar história negra e compartilhava seus interesses nas mídias sociais.

"Eu não sei o que dizer a ninguém para fazer algo melhor", disse James Johnson ao The Blaze, já em lágrimas. "Eu não o vejo chegando. ... Eu amo meu filho com todo o meu coração. Mas eu odeio o que ele fez".

Sua mãe e sua madrasta, Donna, concordaram que "ele era um bom filho."

Nos dias que antecederam o tiroteio, na última quinta-feira, Micah teria se incomodado pelos recentes assassinatos de Philando Castela, um homem de 32 anos, residente do estado de Minnesota e Alton Sterling, um pai de 37 anos de idade, que foi morto a tiros na terça-feira passada por policiais de Baton Rouge em Louisiana (EUA).


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