Ativistas pró-maconha atrasaram a aprovação do uso do canabidiol, segundo Magno Malta

O senador comemorou a decisão da Anvisa em aprovar o uso terapêutico do medicamento, mas disse que o processo teve uma "demora desnecessária".

fonte: Guiame, com informações da Época

Atualizado: Sexta-feira, 16 Janeiro de 2015 as 8:45

Magno Malta está formando uma Frente Parlamentar contra a legalização da maconha e já recolheu 60 assinaturas
Magno Malta está formando uma Frente Parlamentar contra a legalização da maconha e já recolheu 60 assinaturas

A aprovação do uso terapêutico do canabidiol foi comentada e comemorada por aqueles que têm lutado contra a legalização da maconha. Além da coordenadora do movimento "Maconha Não", Marisa Lobo, o senador Magno Malta (PR-ES) também avaliou positivamente a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em liberar o uso do medicamento.

Trata-se de um óleo extraído da maconha, que teve sua eficiência comprovada no tratamento de casos raros de síndromes, como "CDKL5" e outras que causam repetidas convulsões.

“Avançamos na questão, atendemos a quem precisa do tratamento. Foi um problema que se alongou desnecessariamente”, disse Malta.

Segundo o senador, este "atraso desnecessário" se deu pelo envolvimento de ativistas, que defendem o uso recreativo da maconha.

“Essa movimentação deles prejudicou a discussão. Eles achavam que a liberação do canabidiol ajudaria na liberação do THC (substância psicoativa presente na resina da planta). Denunciei isso em plenário. Uso médico não tem a ver com uso de drogas”, afirma Malta.

Magno Malta está articulando no Senado, a formação de uma Frente contra a legalização da maconha e já conseguiu recolher 60 assinaturas dos colegas.

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