Atleta olímpica que parou para ajudar adversária declara: "Deus preparou o meu coração para aquilo"

Abbey D'Agostino comoveu com seu ato de solidariedade, parando para ajudar sua adversária, que havia caído durante a prova dos 5.000 metros nos Jogos Olímpicos do Rio.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Sábado, 20 Agosto de 2016 as 10:20

O ato de Abbey D'Agostino, que parou para ajudar a adversária tornou-se um símbolo do espírito esportivo nesses jogos do Rio de Janeiro. (Foto: NBC news)
O ato de Abbey D'Agostino, que parou para ajudar a adversária tornou-se um símbolo do espírito esportivo nesses jogos do Rio de Janeiro. (Foto: NBC news)

A corredora olímpica dos EUA, Abbey D'Agostino afirmou que sua fé em Deus a motivou a parar para ajudar sua adversária, que caiu durante o a prova dos 5.000 metros nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, na última terça-feira.

"Deus preparou o meu coração para responder dessa forma", disse D'Agostino em um depoimento ao site 'Track & Field'.

A atleta norte-americana e a neozelandesa Nikki Hamblin foram elogiadas por incorporar verdadeiro espírito olímpico, após Hamblin cair durante a corrida e tropeçar em D'Agostino, derrubando também a atleta dos Estados Unidos.

D'Agostino, que foi criada em uma família cristã, voltou seus pés quase imediatamente, mas em vez de continuar a corrida, parou para ajudar Hamblin a se colocar de pé.

"Havia cerca de 2km para continuar, eu ainda estava me sentindo sob controle e fui me preparando mentalmente para me concentrar e manter o contato com o grupo da frente para o final da prova", continuou D'Agostino.

"Então, em uma fração de segundo, havia uma mulher no chão, na minha frente, eu tropecei nela, alguém atrás de mim também tropeçou em mim e eu estava no chão. Embora minhas ações fossem instintivas, a única maneira que eu posso explicar o que fiz naquele momento, é que Deus preparou o meu coração para responder daquela forma. Durante todo esse tempo aqui, Ele deixou claro para mim que minha experiência no Rio ia ser muito mais do que o meu desempenho na corrida. E assim que Nikki se levantou, eu soube que era Deus [agindo]", disse.

"Levante-se. Temos que terminar isso", disse D'Agostino à adversária.

Segundo a maratonista norte-americana, esta foi a melhor experiência dos Jogos no Rio.

"De longe, a melhor parte da minha experiência dos Jogos Olímpicos foi a comunidade criada, o que os Jogos simbolizam", destacou.

"Desde a noite da cerimônia de abertura, tenho sido tão tocada por isso. As pessoas de todos os cantos do globo, abraçando suas culturas originais, mas todos nos unimos sob uma única celebração do corpo humano, mente e espírito. Eu só fico pensando sobre como esse espírito de unidade e de paz é mais forte do que toda a discussão global, com a qual somos bombardeados e entristecidos diariamente".

Apesar de não se classificarem, tanto Hamlin, quanto D'Agostino receberam o direito de participar da final dos 5000m, na última ​​sexta-feira, depois de suas equipes protestarem.

Porém, D'Agostino não competiu por causa dos ferimentos graves, que sofreu no joelho, durante a queda.

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