Autores publicam os ‘Dez Não-Mandamentos’ como doutrina para ateus

O secularismo está crescendo nos Estados Unidos, e o motivo da mudança é a nova geração, que exige evidências e provas para as alegações antes de aceitá-las.

fonte: Guiame

Atualizado: Terça-feira, 23 Dezembro de 2014 as 8:30

 Um casal de autores americanos publicou uma versão ateísta dos 10 Mandamentos em um livro, que reuniu as 10 principais regras através de um concurso cultural. Participaram do concurso cerca de 2.800 pessoas, de 18 países diferentes, concorrendo a uma recompensa de 10 mil dólares.

"Um monte de livros ateístas falam sobre ‘acreditar em Deus ou não’. Pensamos: Ok, então se você já não acredita em Deus, qual é o próximo passo? Essa não é realmente uma questão muito mais difícil?", disse um dos autores, Lex Bayer, à CNN.

O autor escreveu Coração Ateísta, Mente Humanista  juntamente com John Figdor, um capelão humanista na Universidade de Stanford. Bayer disse que o livro o ajudou a esclarecer e articular suas próprias crenças.

O concurso procurou reunir uma espécie de 10 "não-mandamentos", que servem como uma alternativa para as regras proferidas por Deus a Moisés no Monte Sinai, encontradas em no livro de Êxodo.

Os não-mandamentos escolhidos pelos autores estão listados abaixo:

Bayer e Figdor disseram que o secularismo está crescendo nos Estados Unidos, e o motivo da mudança é a nova geração, que exige evidências e provas para as alegações antes de aceitá-las.

"A geração 'quero fotos ou isso não aconteceu’, tem uma visão diferente da religiosa tradicional, que defende ‘a fé em coisas invisíveis’, e a fé tem se tornado cada vez menos popular", os autores argumentaram. "Realmente vamos ter fé de que a Terra tem 6.000 anos, que a teoria da evolução é falsa ou que a oração é mais poderosa do que a medicina?"

Uma pesquisa do Grupo Barna no início deste ano constatou que mais de 38% dos norte-americanos afirmam não terem religião. A pesquisa descobriu que 4 em cada 10 americanos são pós-cristãos, o que significa que eles são ‘essencialmente seculares na crença em prática’.

 

Com informações de The Christian Post

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