Baby do Brasil: 'Não é possível que Deus seja careta'

Baby deixa claro que seu estilo inusitado não fere seus princípios. "Eu entendi que, estando alinhado com os princípios, posso preservar o que eu sou. Meu cabelo colorido, meus balangandãs, meu jeito de ser louca."

fonte: Guiame, com informações de UOL

Atualizado: Sexta-feira, 29 Maio de 2015 as 8:11

 

Apelidada por ela mesma de “popstora”, Baby do Brasil tem se dedicado aos púlpitos e também aos palcos seculares junto o filho Pedro Baby. Mas Baby esclarece que as músicas do passado não são incompatíveis com sua vida atual no Evangelho.

"Se você olhar todas as minhas músicas, desde 'Cósmica', 'Telúrica', vai ver que meu lado espiritual sempre foi muito forte. Eu dei bandeira a vida inteira. Por exemplo, no verso de 'Telúrica' 'Penso em ti no meu agir', esse 'ti' aí é o Senhor, todo o mundo sabe disso. A minha parte do gospel está totalmente dentro da secular. Na verdade, dá para ver meu repertório inteiro como gospel", disse a cantora em entrevista ao UOL.

Baby deixa claro que seu estilo inusitado não fere seus princípios. "Quando conheci as coisas do evangelho e fui estudar as escrituras, comecei a me concentrar nos princípios. E eu entendi que, estando alinhado com os princípios, posso preservar o que eu sou. Meu cabelo colorido, meus balangandãs, meu jeito de ser louca. Isso tudo poderia existir sem estar ferindo nada."

A "popstora" não acredita na religiosidade, que para ela é uma caretice. "Não é possível o cara que inventou tudo, que inventou as flores, seja careta. Minha busca não é religiosa. Deus, para mim, não é algo 'religioso'. Eu estou mais para uma coisa "natural" do algo que seja tão devocional, a ponto de transformar tudo em altares."

"Eu congrego. Eu estou junta. Eu faço louvor. Grito, choro, subo monte. Faço jejum. Eu guerreio nas madrugadas. Eu sei que há uma caixa de demônios que só sai por meio da oração. Então eu digo: vai saindo de um em um, para não congestionar!", brinca.

Passado
"Mesmo que eu tivesse tido altas transgressões no passado. Sejam elas na área sexual, na área da droga, ou no caráter, no momento em que você muda e entra debaixo desse sangue de Jesus naquela cruz, tudo é apagado. Você nasce de novo", disse.

"Existe ainda muito nas pessoas aquela ideia de que, se mudei, não tenho nem que falar do meu passado. Eu não tenho o menor problema em dar meu testemunho. É uma escolha de cada um."

Extraterrestre
"Já vi. Tive muito contato com isso lá atrás. E isso é uma das coisas que me faziam acreditar que eu já tinha encontrado respostas. Até que eu descobri que... [pausa] Você está preparado aí, né? Ai, meu Deus do céu, vocês ficam me fazendo essas perguntas. Como foi para isso que Deus me enviou para o secular, eu vou responder: todos esses caras aí são demônios, tá? Ok [silêncio]?"

União homossexual
"Cada um faz o que tem que fazer. O que está no coração e o que acha que é legal. Eu não tenho como julgar isso. Não tenho preconceito. Um homem homossexual pode até se casar com uma mulher, se ele quiser mudar. Mas a sociedade não é assim. Acham que, se você é gay, você tem que ser gay a vida inteira."

Ex-gay
"Existe. Dentro da igreja mesmo, por exemplo, tenho amigos que foram gays e que hoje casaram e têm filhos. E estão apaixonados. E confessam que mulher é melhor que Disneylândia (risos). Não quero julgar ninguém. Mas existe uma perfeição muito grande no casamento entre homem e mulher."

Legalização de drogas
"Acho que, quando legaliza, perde toda importância que têm. Aí é mais fácil tratar. Foi assim que aconteceu com o álcool. A maconha, por exemplo, é perigosíssima para várias coisas. Vários estudos mostram que ela pode disparar problemas psicológicos e tudo mais. Mas creio que é uma análise importante que precisa ser feita, porque, ao legalizar, você consegue quebrar um pouco a questão do tráfico."

Uso de drogas
"Na verdade, eu nunca fui de usar. Porque eu sempre fiquei grávida, durante dez anos. Se você tem uma vida com tanta gravidez, você não pode ser uma pessoa de drogas. Primeiro porque você vai perder o bebê. Segundo, você vai ficar viciado, e não vai haver possibilidade de criar um filho. Meus filhos são todos saudáveis, bacanérrimos, lindos. Na minha vida, nunca usei drogas pesadas. Nunca veio esse desejo, de colocar a droga para suprir necessidades de uma geração."

"Digo que houve muitas coisas nesses 16 anos em que eu desapareci. E em breve vai sair um livro, contando tudo", revela a pastora. "Vai ser algo meio 'não vai ter bunda mole no céu, só casca grossa'. Vai curar tudo. Tenho que escrever, não tem jeito, cada um pergunta uma coisa. Todo o mundo quer saber. E vai saber!"

 

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