Cinco cristãos são presos na China por possuírem livros devocionais

Foram presos quatro mulheres e um homem acusados de "posse de livros devocionais oficialmente proibidos". Na China, as igrejas estão sendo alvo de retaliação e perseguição.

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Quinta-feira, 2 Março de 2017 as 9:37

Os casos são parte de uma repressão contínua sobre a liberdade religiosa na China. (Foto: Reprodução).
Os casos são parte de uma repressão contínua sobre a liberdade religiosa na China. (Foto: Reprodução).

Cinco cristãos chineses estão presos por comprar e vender devocionais bíblicos em um estado sem qualquer liberdade religiosa. Quatro mulheres e um homem foram presos em junho de 2016 por causa da posse dos "livros devocionais oficialmente proibidos".

Na semana passada, um tribunal da província de Liaoning, no Nordeste da China, decretou uma série de prisões de três a sete anos, de acordo com a China Aid, uma instituição de caridade de direitos humanos.

O pastor Li Dongzhe e Piao Shunnan foram condenados a sete anos de prisão. Zhao Chunxia e Li Yuan receberam como pena cinco anos e Shi Jinyan três anos.

Em um outro momento, a esposa de outro pastor preso por vender livros cristãos contou que ele foi forçado a aumentar falsamente o valor dos livros para que sua sentença de prisão pudesse ser prolongada.

Xu Lei, esposa de Li Hongmin, membro da Igreja de Guangfu, disse que seu marido foi forçado a mudar o valor dos livros de 40 mil Yuan (5.820 dólares, o equivalente a 18.119 reais) para 50 mil Yuan (7.275 dólares, o equivalente a 22.647 reais). Isso significa que, quando ele foi detido pela polícia no dia 2 de junho de 2016, ele foi acusado de "operações comerciais ilegais" e enfrentou três anos de prisão.

Apesar de ter sido preso há mais de oito meses, Li ainda não foi acusado. Ele teve duas sessões de corte, mas sem veredicto. Os promotores do governo pediram mais informações sobre as atividades de sua igreja, para além da venda de livros.

Os casos são parte de uma repressão contínua sobre a liberdade religiosa na China, com igrejas sendo alvo frequente de remoções de cruzes e detenções dos líderes.

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