"Coitadinho não pode ser presidente", dispara Dilma sobre ataques contra Marina Silva

Quando questionada sobre os ataques à candidata do PSB, Dilma buscou ser o mais breve possível em sua resposta.

fonte: Guiame

Atualizado: Segunda-feira, 15 Setembro de 2014 as 9:45

No último domingo, a presidente - e candidata à reeleição - Dilma Rousseff (PT) concedeu uma entrevista no Palácio da Alvorada e voltou a fazer críticas contra sua adversária Marina Silva (PSB).

Ao ver que Marina Silva tem se queixado de ataques feitos pelo PT contra sua candidatura, Dilma destacou não há lugar para "coitadinhos" na presidência da República.

"Não tem coitadinho na Presidência. Quem vai para a Presidência não é coitadinho. Porque, se se sente coitadinho, não pode chegar lá", disse ela.

A outra face
O discurso de Marina Silva com relação aos ataques de Dilma Rousseff tem ganho um caráter um tanto "pacífico". Em discurso feito durante sua passagem por Fortaleza (CE), na última sexta-feira, 12/09, Marina já havia afirmado que não iria reagir às acusações petistas, "pagando na mesma moeda".

"A presidente Dilma é a nossa primeira mulher eleita em 500 anos da nossa história. É uma conquista da sociedade brasileira. Fique tranquila, presidente Dilma. Eu não vou fazer com a senhora o que a senhora está fazendo comigo. Eu aprendi com a minha vó nordestina que não se deve mentir. Que não se deve apunhalhar pelas costas. Que não se deve cuspir no prato que nos alimentou. Isto eu não vou tirar de mim. Não vou usar as mesmas armas. Estamos prontos para oferecer a outra face. Para a face da mentira, a verdade; para a face do medo, a coragem; para a face da desesperança, a esperança que marcha", declarou.

Paulo Roberto - Petrobrás
Em sua entrevista, Dilma também afirmou que não se preocupa com a possibilidade de que o que ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa preste depoimento no Congresso Federal.

"Nós não temos nenhuma expectativa ou preocupação em relação a isso", afirmou.

Atualmente, Costa está preso, mas tem revelado à Polícia Federal nomes de políticos que teriam sido beneficiados pelos desvios na estatal. Ele possivelmente será ouvido por parlamentares que compoem a CPI da Petrobras. O Supremo Tribunal Federal irá decidir se Paulo Roberto prestará ou não o depoimento.

Com informações da Veja

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