Coronel cristão do exército é processado, após aconselhar que os soldados orem mais

Em um artigo para o site do Sistema de Saúde Militar, o coronel Thomas Hundley sugeriu que a oração faz parte de uma vida espiritual saudável, trazendo vitalidade e sabedoria a quem faz bom uso dela.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Quinta-feira, 14 Janeiro de 2016 as 11:03

Um coronel do exército dos Estados Unidos que incentivou o "aumento das orações" para melhorar o "exercício da espiritualidade" em um site administrado pelo governo está agora sendo processado por um grupo militar, que o acusa de "extremismo religioso" e quer que ele seja punido por proselitismo.

Em uma mensagem motivacional recente para o site oficial do Sistema de Saúde Militar e também da Agência de Defesa da Saúde, o coronel Thomas Hundley sugeriu o tema para o mês de janeiro: "um novo ano, um novo(a) você", usando princípios da fé.

"Durante as últimas férias, eu aproveitei a oportunidade de passar tempo com o meu avô de 82 anos, o Sr. Jimmy Jordan, de Millington, Tennessee. Embora ele não se movimente mais com a energia que ele já teve um dia, ele ainda é o próprio retrato da saúde", começou Hundley, que então passa a falar sobre a personalidade e a fé jovial de seu avô.

"Você não consegue ficar 5 minutos ao lado do meu avô sem ouvir uma cômica história de antigamente ou receber a sabedoria bíblica que pode ser facilmente aplicada à vida moderna. Enquanto nós nos assentamos à mesa da cozinha, ele me deu apenas a pitada que eu precisava para aplicar sobre a minha saúde. Ele disse: 'Você não precisa de muita coisa para ser dar certo neste mundo. Você só tem que dar a Deus, algo para que Ele possa trabalhar em você. A Bíblia diz que Jesus pegou dois peixinhos e cinco pães e milhares foram alimentados. Você sabe como ele fez isso? Ele apenas deu a Deus, algo para ser trabalhado", escreveu Hundley.

O coronel termina a mensagem com cinco desafios, o primeiro dos quais ele incentiva o trabalho para o "exercício espiritual".

"Melhore a sua aptidão espiritual através do aumento da oração", observou ele.

Na parte inferior da mensagem, o site afirma claramente: "artigos de colaboradores individuais são as opiniões pessoais do autor e não refletem necessariamente a política ou posição oficial da Agência de Saúde da Defesa, do Gabinete do Secretário Adjunto da Defesa para Assuntos de Saúde ou do Departamento de Defesa".

A Fundação Liberdade Religiosa Militar (FMLR) - um grupo que afirma ter servido mais de 40.000 clientes da área militar - disse em um comunicado na última terça-feira (12), que tinha apresentado uma queixa oficial sobre o comportamento "inadequado" de Hundley em nome de 18 famílias do exército dos EUA.

"Aparentemente, o coronel Thomas Hundley não consegue discernir se ele é um oficial do Exército ativo ou um missionário cristão evangélico?", questionou Michael L. "Mikey" Weinstein, fundador e presidente da FMLR no comunicado.

"Coronel Hundley não tem absolutamente nenhuma empresa ou autoridade sob a lei americana para ser misturar sua patente do Exército com a sua fé cristã evangélica. Ele está fazendo isso com alguns ajudantes muito poderosos. Na verdade, o Departamento de Defesa e do Exército dos Estados Unidos estão ilegalmente permitindo que ele imponha concomitantemente ou espalhe sua fé religiosa para todos através da internet e, principalmente, para seus muitos subordinados. Bem mais de 99% do pessoal do Departamento de Defesa é de classificação mais baixa do que o coronel Hundley", continuou Weinstein.

Weinstein disse que das 18 famílias do exército dos EUA que ele está representando na denúncia, a maioria (11) é de cristãos.

"O proselitismo inconstitucional de Hundley em sites oficiais do Ministério da Defesa e em outros tempos, lugares e costumes como este, viola os regulamentos do Departamento de Defesa e da cláusula de não Estabelecimento da Constituição dos Estados Unidos. Tendo apresentado um oficial, uma Reclamação de Terceiros ao Inspector Geral, em nome de seus 18 clientes do Exército, 11 dos quais são cristãos praticantes, com os outros sete sendo judeus, muçulmanos e ateus, a FMLR espera que o exército investigue exaustivamente e venha a punir este oficial desonesto extremista religioso em toda a extensão da lei militar visível", disse ele.

 

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