Cristã presa no Irã faz nova greve de fome para reivindicar tratamento de saúde

Zargaran estava presa desde 15 de julho de 2013, punida por sua fé cristã e por ajudar Saeed Abedini, um pastor americano que foi refém por três anos e meio na prisão do Irã.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Sexta-feira, 15 Julho de 2016 as 3:42

O regime iraniano condenou Zargaran com quatro anos na prisão. (Foto: Reprodução).
O regime iraniano condenou Zargaran com quatro anos na prisão. (Foto: Reprodução).

Maryam Naghash Zargaran, uma mulher cristã iraniana, presa por sua fé, está em uma greve de fome depois que as autoridades forçaram ela a voltar para a prisão e recusaram a ela um visto de licença estendida para tratamento médico.

A Mohabat News informou que a família de Zargaran confirmou a notícia de sua greve de fome por tempo indeterminado, revelando que ela busca uma "libertação imediata e incondicional".
Zargaran havia sido presa na Evin Prison's Women's Ward desde 15 de julho de 2013, punida por sua fé cristã e por ajudar Saeed Abedini, um pastor americano que foi refém por três anos e meio na prisão do Irã antes de ser finalmente liberto em Janeiro.

O regime iraniano, que condenou Zargaran com quatro anos na prisão, afirma que ela está sendo presa por "ser contra a segurança nacional". Zargaran, no entanto, precisa de um tratamento regular depois de ter feito uma cirurgia cardíaca há nove anos. Ela foi liberada duas vezes com uma licença temporária para receber esse tratamento médico especializado.

Além dos problemas cardíacos, Zargaran também sofre de dor de ouvido, tonturas contínuas, dormência dos membros, dor crônica nas articulações e na coluna vertebral, anemia severa e diabetes.

Zargaran fez uma greve de fome de 11 dias em protesto contra os oficiais da prisão, depois que ela foi autorizada a ir com uma licença médica para tratamento. Ela foi levada de volta para a prisão no dia 27 de junho, antes que ela pudesse terminar o tratamento.

A prisioneira teria tido uma prescrição médica de cinco dias de fisioterapia por um dos médicos da prisão, mas as autoridades iranianas se recusam a permitir com que ela recebesse o tratamento.

Abedini tem falado dela nos Estados Unidos sobre a situação de Zargaran, e criticou os ativistas dos direitos de algumas mulheres por não defender sua libertação. "Então, muitas pessoas (que lutaram por mim) nos deixaram com esta batalha, sem nunca mencionar o nome dela", escreveu Abedini no Facebook em junho.

O pastor afirmou que algumas pessoas falam sobre direitos e questões de abuso contra as mulheres, mas deixaram uma mulher cristã "na prisão com várias doenças para trás". Abedini convidou as pesssoas para orarem pela sua amiga e exortou os cristãos a continuar lutando pela sua libertação, da mesma forma que eles se reuniram e pediram por sua liberdade.

"O que eles fazem é uma vergonha, mas louvado seja o Senhor que está sempre no controle", disse ele sobre os opressores de Zargaran.

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