Cristã surda e muda é forçada a voltar para muçulmano que a sequestrou

O advogado da garota afirmou que ela foi sequestrada por um poderoso vizinho há vários meses e forçada a um casamento. Os documentos que comprovam o casamento e a suposta conversão seriam "claramente forjados".

fonte: Guiame, com informações do site Hello Christian

Atualizado: Quinta-feira, 4 Agosto de 2016 as 9:49

Os líderes religiosos acreditam que Asma se converteu ao Islã e, em seguida, se re-converteu de volta ao cristianismo. (Foto: AFP).
Os líderes religiosos acreditam que Asma se converteu ao Islã e, em seguida, se re-converteu de volta ao cristianismo. (Foto: AFP).

Uma menina cristã paquistanesa que é surda e muda, tem enfrentado ameaças de morte caso ela não volte para o seu sequestrador muçulmano. Ela foi forçada a se converter ao Islã. Asma, nome de batismo, foi alertada por clérigos islâmicos de que ela não pode viver com seus pais cristãos pelo fato de ter se convertido ao Islã e por ter se casado com um muçulmano.

Segundo o site americano “Christian Today”, o advogado da garota afirmou que ela foi sequestrada por um poderoso vizinho há vários meses e forçada a um casamento. Apesar dos protestos de seu pai, Gulzah Masih, ele se sentiu incapaz de recuperar sua filha - que é surda e muda - por causa da influência do sequestrador, Ghulam Hussain.

De acordo com um órgão de caridade, os documentos de Hussain que comprovam o casamento e a suposta conversão são "claramente forjados".

Mas a polícia se aliou a Hussain e ordenou que Masih enviasse sua filha de volta. Além disso, foi registrado uma pressão dos líderes religiosos muçulmanos. "A situação se tornou muito perigosa", disse um comunicado publicado depois de Asma receber ameaças de morte contra ela e sua família, que tem enfrentado os muçulmanos.

Os líderes religiosos acreditam que Asma se converteu ao Islã e, em seguida, se re-converteu ao cristianismo, tornando-se uma apóstata e passível de ser executada.

Esse tipo de injustiça está em ascensão. "O governo falhou em investigar os funcionários muçulmanos que são suspeitos de estarem envolvidos na conversão forçada e na emissão falsos certificados de conversão e de casamento. Esses crimes continuarão acontecendo e eu não vejo um fim para essa mísera inocente cristã e outras meninas que passam pela mesma situação", disse Nasir Saeed, diretor do CLAAS-UK, uma organização anti-perseguição. "Em vez disso, eu tenho medo de que isso possa piorar."

"Vergonhosamente a polícia, que deveria seguir a lei, está do lado dos sequestradores e também está sob pressão dos funcionários muçulmanos locais, em vez de registrar casos contra eles e contra seus autores. Esta atitude e insensibilidade do governo têm encorajado os criminosos a cometerem tais crimes sem medo", finalizou.

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