Cristãos exigem posicionamento de Dilma sobre aborto e casamento gay

Cristãos exigem posicionamento de Dilma sobre aborto e casamento gay

Atualizado: Quarta-feira, 19 Fevereiro de 2014 as 8

Com a aproximação das eleições - e possíveis reeleições - uma pauta unificada começou a ser elaborada pela Confederação dos Conselhos de Pastores Evangélicos do Brasil (Concepab). 
 
A ideia é programar um calendário de reuniões com os pré-candidatos à Presidência, para dialogar sobre temas que têm gerado polêmica entre cristãos militantes GLBTT, feministas e outros grupos. O desenrolar destas reuniões terá forte influência na decisão do grupo sobre quem apoiarão nas urnas.
 
Líderes cristãos, como Marcelo Crivela (PRB-RJ), da Igreja Universal; Magno Malta (PR-ES) e Walter Pinheiro (PT-BA), da Igreja Batista; e o então deputado e bispo Robson Rodovalho (PR-DF), da Sara Nossa Terra são lembrados como fortes aliados de Dilma Rousseff entre os evangélicos em 2010. Dilma assinou um compromisso, selou sua aliança com os evangélicos e venceu.
 
Boa parte deste mesmo grupo se mostrou disposta a apoiar novamente a petista, mas agora se articula para exigir "garantias" por parte da governante de que ela não irá apoiar a flexibilização na legislação sobre o aborto nem dará “privilégios” aos homossexuais.
 
Em 2013, a a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti destacou que o PLC 122 deveria ser votado somente depois das eleições. O motivo? Prejuízos que esta votação poderia trazer à campanha de petista.
 
Contextualização
Atitudes da governante durante o seu mandato geraram questionamentos entre os evangélicos. Exemplo disto foi um encontro da líder com representantes do movimento GLBTT em junho de 2013, questionado por Marco Feliciano.
 
Na época, Silas Malafaia também usou o seu perfil oficial do Twitter para criticar tal atitude da petista e teve sua fala compartilhada também por Feliciano nas redes sociais.
 
"Povo evangélico, acorda! Dilma se encontra com representante da Igreja Católica, LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais), vadias e etc. E nós? NADA! Depois vai querer o nosso voto em 2014", escreveu o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
 
Outro exemplo de atitude que gerou revolta entre os evangélicos foi quando Dilma decidiu sancionar a lei que assegura direitos a aborto e a "pílua de emergência" para mulheres em casos específicos - como estupro e alguns outros.
 
Com informações do Último Segundo / www.guiame.com.br 

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