Cristãos não querem retornar para Mosul, mesmo depois da derrota do Estado Islâmico

Mesmo antes do Estado Islâmico ter assumido o controle de Mosul e das áreas vizinhas em 2014, os cristãos já enfrentavam perseguição religiosa.

fonte: Guiame, com informações do site Christian Headlines

Atualizado: Quinta-feira, 15 Dezembro de 2016 as 1:20

Um novo relatório descobriu que é improvável que esses cristãos deslocados retornem à sua terra natal. (Foto: AFP).
Um novo relatório descobriu que é improvável que esses cristãos deslocados retornem à sua terra natal. (Foto: AFP).

Embora o poder territorial do Estado Islâmico tenha diminuído e suas fortalezas tenham caído, muitos cristãos ainda não querem voltar para a cidade de Mosul, apesar da libertação deste último lugar dominado pelo grupo extremista.

A CBN News informou que, mesmo antes do Estado Islâmico ter assumido o controle de Mosul e das áreas vizinhas em 2014, os cristãos já enfrentavam perseguição religiosa.

Costumava haver cerca de 700 mil cristãos no Iraque, mas esse número caiu para 250 mil. Milhares de iraquianos foram deslocados internamente e vivem como refugiados em seu próprio país. Muitos outros migraram para outros países.

Um novo relatório descobriu que é improvável que esses cristãos deslocados retornem à sua terra natal, especialmente desde quando 75% deles relataram enfrentar ameaças e violência antes da tomada do EI.

Opinião de um pastor local

A CBN News falou com um pastor da região que trabalha com refugiados que fogem da violência. "Como poderia a igreja ter um grande futuro se os cristãos estão saindo?", questionou o líder religioso.

"Claro que viver no Ocidente ou em qualquer outro lugar seria melhor do que viver no Líbano ou no Oriente Médio. Mas se nós deixarmos esses lugares, quem vai ser o sal e a luz", ressaltou.

"A melhor coisa para a igreja no Ocidente seria orar para que os cristãos sintam a vocação de permanecer aqui e fazer a diferença", concluiu.

veja também