Dentista pode ser processada por realizar reuniões de oração em seu próprio consultório

A ação alega que a Dra. Tina Marshall constantemente deixava músicas cristãs contemporâneas tocando no consultório e realizava reuniões de oração diárias, "obrigando" seus funcionários a participarem dos momentos.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Segunda-feira, 18 Janeiro de 2016 as 11:41

Uma dentista de Michigan (EUA) que está sendo processada por quatro ex-funcionários que a acusam de "discriminação religiosa", tem argumentado que ela está sendo atacada em razão de sua fé cristã.

O processo - aberto em agosto de 2015 - alega que a Dra. Tina Marshall, da cidade de Lake Orion, em Michigan (EUA), constantemente deixava músicas cristãs contemporâneas tocando no escritório e realizava reuniões de oração diárias, "obrigando" seus funcionários a participarem dos momentos. Os funcionários também argumentam que eles foram demitidos por não seguir exigências da dentista no local de trabalho, que estariam relacionadas à religião.

O advogado Keith Jablonski, que está representando Marshall, disse ao jornal 'Washington Post' nesta semana que sua cliente está sendo atacada por "funcionários descontentes" em razão de suas crenças religiosas.

"[Marshall] está sendo atacado neste processo em razão de suas crenças cristãs, com base unicamente no seu desejo de reproduzir músicas e estações de rádio cristãs no consultório odontológico da empresa que ela possui", disse Jablonski ao meio de comunicação.

"Acreditamos que quando os fatos, e não acusações infundadas, são apresentadas a um júri, vamos estabelecer que este grupo de ex-funcionários descontentes está simplesmente procurando lucrar com os seus próprios preconceitos em relação a Marshall e sua fé cristã", continuou ele, acrescentando: "Marshall categoricamente nega seu envolvimento em quaisquer práticas discriminatórias de emprego".

Durante uma entrevista ao jornal 'Clarkston News' na semana passada, Marshall negou ter realização de "reuniões de oração obrigatórias", embora ela tenha admitido orar com os funcionários que estejam dispostos em certas ocasiões.

Ela também argumenta que sempre gostou de reproduzir música cristã em seu consultório porque isto é como um "calmante para o espírito", acrescentando que ela até recebeu elogios de vários clientes pela "playlist".

"Reproduzir músicas cristãs no aparelho de som é algo que faço apenas para manter Deus em mente", disse Marshall ao meio de comunicação local.

De acordo com Sara Bambard, Kimberly Hinson, Nancy Kordus e Tammy Kulis - os quatro ex-funcionários impetrantes da ação - a atmosfera no escritório do Marshall mudou quando ela contratou o Dr. Craig Stasio como consultor para reestruturar seu escritório por dois dias em 2015.

O processo alega que depois que Stasio foi contratado, a maioria dos empregados do escritório foram demitidos ou despedidos. Os autores da ação argumentam que essas demissões aconteceram motivadas por visões religiosas dos funcionários, que diferiam das de Marshall.

Stasio é um quiroprático registrado que organiza reuniões de grupo cristãos, que envolvem a "momentos de comunhão, lanches, oração, louvor e leitura bíblica".

Stasio negou reivindicações por parte de alguns membros da comunidade que afirmam que o seu ministério religioso é uma seita. Marshall e seu marido são amigos de Stasio há muitos anos e participam dos encontros de seu ministério.

Marshall tem defendido o seu consultório, dizendo que ela percebeu a reação de alguns funcionários depois que ela começou a reproduzir músicas cristãs em seu escritório. Foi então que ela decidiu receber Stasio, um amigo da família, em seu escritório.

"Tudo começou há um tempo, quando eu quis reproduzir músicas cristãs no consultório", disse ela. "Vários funcionários não concordaram com isso, então alguns deles já saíram imediatamente. Outros discutiram comigo sobre isto o tempo todo. Isto estava ficando muito frustrante. Eles não fazem isso de propósito. Eram pessoas maravilhosas, e foi muito difícil para mim. Então eu pensei: 'Ok! Eu preciso de ajuda".

Segundo o 'Washington Post', o processo ainda está em fase de apresentação e pode começar a ser analisado em junho (2016).

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