Deputado evangélico diz que vai pedir cassação de Jean Wyllys: "Ele foi intolerante"

O parlamentar ex-BBB admitiu ter cuspido em Bolsonaro durante a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

fonte: Guiame, com informações do site Extra

Atualizado: Terça-feira, 26 Abril de 2016 as 1:32

O deputado apresentou um Projeto de Lei que garante que o profissional de saúde mental preste atendimento à pessoa com transtornos associados à orientação sexual. (Foto: Divulgação).
O deputado apresentou um Projeto de Lei que garante que o profissional de saúde mental preste atendimento à pessoa com transtornos associados à orientação sexual. (Foto: Divulgação).

O deputado federal pastor Ezequiel Teixeira (PTN) deve ir ao Conselho de Ética da Câmara realizar um pedido de cassação do mandato de Jean Wyllys (PSOL). O parlamentar ex-BBB admitiu ter cuspido em Bolsonaro durante a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Ezequiel chegou a ser exonerado da secretaria estadual Assistência Social e Direitos Humanos por causa de sua defesa sobre a causa intitulada de "cura espiritual de gays". De acordo com matéria publicada no site Extra, o político afirma que sua motivação para a punição a Jean não é homofobica.

"Lamento a atitude desrespeitosa do Jean Wyllys. Logo ele, que cobra respeito, foi intolerante com um colega ao dar um golpe baixo", disse o pastor que lidera a igreja Projeto Nova Vida. O pedido deverá ser entregue na semana que vem e já inicia uma mobilização a bancada evangélica da casa para que se engajem no assunto.

Direito a mudança

No início de abril, o deputado apresentou o Projeto de Lei nº 4931/16, que garante que o profissional de saúde mental preste atendimento e tratamento adequados à pessoa com transtornos associados à orientação sexual. O objetivo é promover segurança jurídica na relação entre os indivíduos e terapeutas envolvidos. Atualmente, o profissional é impedido de atuar por causa de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia.

“Esses profissionais são ilegalmente proibidos de atenderem homossexuais que sofrem por conta da inconformidade com a orientação sexual. Temos conhecimento de centenas de casos de pessoas com profundo sofrimento psíquico que buscam tratamento para deixar o homossexualismo, mas têm o direito negado, o que as deixam vulneráveis ao acometimento de suicídio ou ao vício em drogas e álcool, por exemplo. A meu ver, isso fere a dignidade humana. Todos têm livre arbítrio em ser ou não homossexual, mas também devem ter o direito garantido, se assim desejar, de obter ajuda profissional para ter melhor qualidade de vida”, afirmou em seu site.

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