"Ela está grávida e traumatizada", diz tio de menina resgatada do Boko Haram

Um fato trágico foi a morte de seu pai enquanto ela estava nas mãos da milícia islamista, que ocupa boa parte do território do nordeste da Nigéria.

fonte: Guiame, com informações da AFP

Atualizado: Quinta-feira, 19 Maio de 2016 as 9:30

Em abril de 2014, cerca de 300 estudantes foram raptadas pelos extremistas em Chibok. (Foto: Reprodução).
Em abril de 2014, cerca de 300 estudantes foram raptadas pelos extremistas em Chibok. (Foto: Reprodução).

Uma menina de 19 anos foi encontrada na última terça-feira (17). Ela é uma das 219 garotas que foram raptadas há mais de dois anos pela milícia terrorista Boko Haram numa escola no vilarejo nigeriano de Chibok. Amina Ali Nkeni foi localizada por um grupo de vigilantes civis na floresta de Sambisa, no estado de Borno, perto da fronteira com Camarões.

Segundo informações de seu tio, a jovem "passa bem". Mas, nem tudo são flores. Seu tio também afirmou que a garota está grávida e traumatizada com os acontecimentos. Ele disse que Amina foi levada para Chibok, onde reencontrou sua mãe.

Um fato trágico foi a morte de seu pai enquanto ela estava nas mãos da milícia islamista, que ocupa boa parte do território do nordeste da Nigéria.

Entenda a História

Em abril de 2014, cerca de 300 estudantes foram raptadas pelos extremistas em Chibok, a cerca de 100 quilômetros da floresta de Sambisa. Muitas delas conseguiram fugir, mas 219 permaneciam sob poder dos terroristas. O paradeiro das demais 218 ainda é desconhecido.

“Tragam de volta nossas meninas” é o apelo feito por tantas mães e mulheres que se sensibilizam com a causa. A campanha internacional pela libertação das jovens ainda persiste. A hashtag #bringbackourgirls (tragam de volta nossas meninas) foi amplamente divulgada nas redes sociais.

Das 219 garotas, Amina é a primeira a ser recuperada. De acordo com um líder comunitário local, outras jovens do grupo, que ficou conhecido mundialmente como "as meninas de Chibok", podem também ter sido resgatadas pelos soldados que combatem o Boko Haram na floresta de Sambisa.

Já dura cerca de seis anos a insurgência do Boko Haram no nordeste da Nigéria. No início eles se revoltaram contra o Estado corrupto, mas seus objetivos são cada vez mais indefinidos. Milhares de aldeões foram mortos em ataques e atentados, sejam cristãos, sejam muçulmanos.

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