Escritos revelam como europeus evangelizaram índios na colonização do Caribe

A coleção inclui mais de 30 inscrições históricas, que fornecem indícios das primeiras interações entre os povos indígenas locais e os europeus, que colonizaram a região.

fonte: Guiame, com informações de Daily Mail

Atualizado: Terça-feira, 19 Julho de 2016 as 2:22

A coleção inclui mais de 30 inscrições históricas, que fornecem indícios das primeiras interações entre os povos indígenas locais e os europeus. (Foto: Universidade de Leicester)
A coleção inclui mais de 30 inscrições históricas, que fornecem indícios das primeiras interações entre os povos indígenas locais e os europeus. (Foto: Universidade de Leicester)

Uma grande coleção de escritos rupestres foi encontrada dentro de cavernas na região caribenha da Ilha de Mona, por arqueólogos do Museu Britânico e da Universidade de Leicester.

A coleção inclui mais de 30 inscrições históricas, que fornecem indícios das primeiras interações entre os povos indígenas locais e os europeus, que colonizaram a região. Dentre os escritos, foi possível detectar frases em latim e espanhol, como "Deus te perdoe", e alguns símbolos cristãos.

"Eles [escritos] fornecem uma nova compreensão dos processos coloniais que são dão mais nuances do que a mera opressão, dominação e, no caso do Caribe, extinção indígena", disseram os pesquisadores.

As inscrições foram escritas por pessoas que eram nomeadas dentro do sistema de cavernas. Três frases principais foram encontradas, entre elas "Deus te perdoe" e "Deus fez muitas coisas”.

"Não há nenhuma fonte textual contemporânea óbvia para esta frase, e o comentário parece ser uma resposta espontânea a uma experiência na caverna", afirmam os pesquisadores.   

A terceira inscrição descoberta e, latim, “Verbum caro factum est”, é uma citação direta do trecho bíblico de João 1:14, que se traduz: “O Verbo se fez carne [e habitou entre nós]".

De acordo com os pesquisadores, a natureza desses desenhos revela o tom pessoal que os diálogos tinham neste primeiro encontro.

A ilha de Mona se encontrava na rota do Atlântico quando a Europa partiu rumo às Américas, e foi bravada por Cristóvão Colombo em sua segunda viagem, em 1494 d.C.

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