Estados Unidos não é mais um país cristão, afirma maioria dos evangélicos

Dentre os evangélicos, 59% acredita que os EUA não é mais um país cristão, comparado aos 48% que tinham essa mesma visão em 2012.

fonte: Guiame, com informações de Christian Today

Atualizado: Terça-feira, 28 Junho de 2016 as 12:19

Dentre os evangélicos, 59% acredita que os EUA não é mais um país cristão. (Foto: Reprodução/Lloyd Stebbins)
Dentre os evangélicos, 59% acredita que os EUA não é mais um país cristão. (Foto: Reprodução/Lloyd Stebbins)

A maioria dos evangélicos norte-americanos acreditam que os Estados Unidos já não é uma nação cristã, de acordo com dados divulgados na última quinta-feira (23) pelo Instituto de Pesquisa de Religião Pública (PRRI, na sigla em inglês).

Dentre os evangélicos “brancos”, 59% acredita que os EUA não é mais um país cristão, comparado aos 48% que tinham essa mesma visão em 2012.

O público americano, em geral, está dividido sobre essa questão. O país é cristão para 41%, enquanto 42% acredita que já foi, mas hoje não é. Apenas 15% afirma que os EUA nunca foi uma nação cristã.

O instituto entrevistou cerca de 2.600 pessoas, entre 4 de abril e 2 de maio. A preocupação sobre a mudança cultural dos EUA está moldando as eleição de 2016.

Quase metade dos norte-americanos (49%) afirmam que "a discriminação contra os cristãos se tornou um problema tão grande na América quanto a discriminação contra outros grupos".

O estudo mostra também que os americanos estão divididos sobre a cultura dos Estados Unidos: se é melhor atualmente ou na década de 1950.

"Nenhum grupo de americanos é mais nostálgico sobre os anos 1950 do que os evangélicos brancos", afirma o relatório, indicando que 70% dos protestantes acreditam que o país mudou para pior na última década.

Em meio às divisões religiosas e políticas, 72% dos americanos, em geral, acreditam que o país está se movendo na direção errada — comparado aos 65% que afirmaram o mesmo em 2011.

"Quando damos um passo para trás e olhamos para o panorama geral, vemos uma ansiedade intensa entre os americanos", disse Robert Jones, CEO da PRRI.

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