"Estamos na contramão dos sistemas religioso e do heavy metal", diz líder da Crash Church

O líder da "Crash Church" foi um dos entrevistados no Programa do Jô, na última quarta-feira, 16/07 e falou sobre o seu ministério.

fonte: Guiame

Atualizado: Sexta-feira, 18 Julho de 2014 as 3:05

Na última quarta-feira, 16/07, o Pr. Antônio Carlos Batista do Nascimento foi um dos convidados do Programa do Jô. Conhecido por seu estilo "nada convencional", na opinião de muitos cristãos, o líder é vocalista de uma banda de Death Metal e lidera a Crach Church, uma igreja conhecida por reunir adeptos de diversas vertentes do rock, em São Paulo (SP).

Quando questionado sobre o perfil de sua igreja, Batista - como é normalmente chamado - responde à pergunta de Jô Soares com muito bom humor.

"É uma igreja evangélica normal, o nosso diferencial é a nossa música, que é sempre bem barulhenta", comenta.

Sem rótulos
Chamado até mesmo de "herege" por muitos cristãos e de "careta" por muitos metaleiros, o pastor explica que o seu ministério acabou não se encaixando em nenhum dos dois "sistemas".

"Nós estamos meio que na contramão do sistema religioso e do sistema do heavy metal", afirmou.

Falando sobre a mensagem que busca passar em suas músicas, Batista lembrou que tenta desvincular o Rock'n Roll de práticas que foram associadas ao estilo musical, como satanismo, drogas e perversão sexual.

"Primeiro veio este instinto para fazer esta música com esta mensagem e a igreja foi nascendo naturalmente. Foi uma consequência deste trabalho, com uma mensagem positiva, anti-drogas e contra muitas outras coisas que estão envolvidas com o tipo de música que fazemos [rock], que é o satanismo, magia, bruxaria, coisa pesada", destacou.

Ao ouvir esta declaração de Batista, Jô Soares demonstrou não acreditar na gravidade da relação entre tais fatores.

"Coisa pesada, mas é de brincadeira, né? Não tem realmente no meio do rock pauleira, bruxos e bruxas, bruxaria", disse.

Batista insistiu e testemunhou que já foi evangelizar com sua música e pregação em muitos lugares que eram consagrados ao satanismo.

"Infelizmente existem pessoas que doam sangue para Satanás, fazem rituais de consagração. A coisa vai mais longe. Às vezes as pessoas usam o metal [música], falam as letras e, infelizmente, tudo aquilo tem uma influência muito negativa sobre suas vidas. Nós já tocamos em guetos totalmente consagrados a isso. Nós entramos ali para passar a nossa mensagem, mas é realmente bastante difícil. As primeiras vezes que eu entrei, demorei a acreditar que aquilo existia, mas existe", explicou.

Caso queira conferir a entrevista completa, clique aqui.

Com informações de Globo.com

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