Evangélicos são os que menos aceitam mulheres como pastoras, diz pesquisa

Cerca de 39% dos evangélicos aceitam a ideia de ter mulheres na liderança da igreja, em comparação com 80% dos católicos.

fonte: Guiame, com informações de Christian Times

Atualizado: Sexta-feira, 7 Abril de 2017 as 3:37

Atriz do filme “Quarto de Guerra”, Priscilla Shirer, durante pregação nos Estados Unidos. (Foto: Reprodução)
Atriz do filme “Quarto de Guerra”, Priscilla Shirer, durante pregação nos Estados Unidos. (Foto: Reprodução)

Evangélicos são os que menos aceitam mulheres na liderança da igreja, em comparação com denominações protestantes e católicas, segundo uma pesquisa realizada pelo Barna Group nos Estados Unidos.

Apenas 39% dos evangélicos aprovam mulheres atuando líderes da igreja, em comparação com 74% dos protestantes e 80% dos católicos — embora o sacerdócio da Igreja Romana seja composto exclusivamente por homens.

Abrangendo para a opinião geral, 79% dos americanos apoiam ver mulheres atuando como pastoras. Essa aceitação é maior entre o público feminino (84%) do que masculino (75%).

Um estudo anterior feito pelo mesmo grupo indicou que 9% dos pastores protestantes são mulheres, resultando no triplo da porcentagem registrada há 25 anos.

Segundo a editora chefe do Barna Group, Roxanne Stone, reconhece que a liderança feminina na igreja ainda é uma questão complicada para muitos evangélicos. “Essa relutância é, muitas vezes, ligada a uma leitura bíblica que insiste que os homens devem ocupar posições de liderança dentro da família, igreja e na sociedade”.

Stone observou que as mulheres formam o maior público entre os membros das igrejas, e muitas delas fazem parte da força de trabalho.

Para solucionar esse tipo de conflito, Stone acredita que as igrejas que defendem uma liderança exclusivamente masculina devem esclarecer sua visão teológica aos membros.  “Mulheres e homens merecem saber no que sua igreja acredita e porquê ela acredita. Esse tipo de postura vai se tornar cada vez mais ultrapassada. As igrejas e os membros precisam entender por que tal teologia ainda existe”, explicou.

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