Família missionária compartilha o amor de Deus com vítimas do tráfico sexual, na Tailândia

Christine Anasco esteve nos EUA para ministrar em algumas igrejas antes de voltar para a Tailândia e contou como recebeu o chamado para servir com missões internacionais.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Segunda-feira, 29 Agosto de 2016 as 3:58

A missionária esteve nos EUA recentemente para ministrar em igrejas contando seu testemunho. (Foto: Reprodução / Família Anasco).
A missionária esteve nos EUA recentemente para ministrar em igrejas contando seu testemunho. (Foto: Reprodução / Família Anasco).

Em uma nação onde mulheres e crianças são vendidas para exploração sexual, uma mãe e sua família se tornaram agentes de mudança, pregando uma mensagem de amor incondicional.

"A busca pelo amor está sendo intensa", diz Christine Anasco, que serve há 12 anos em missões internacionais trabalhando com o marido David e seus quatro filhos. "Nosso objetivo é mostrar a essas mulheres que elas podem ser valorizadas".

Desde que se mudou para a Tailândia, em 2014, os Anascos têm lutado contra o tráfico de seres humanos. Todos os anos, pessoas inocentes são traficadas em todo o mundo. O Departamento de Estado dos Estados Unidos inclui a Tailândia na sua lista de observação como uma das muitas nações que não estão totalmente de acordo com as políticas de combate ao tráfico, embora façam progressos.

A missionária esteve nos EUA recentemente para ministrar em igrejas contando seu testemunho. Em uma entrevista, ela revelou como foi inspirada a pregar e o que a motiva para trabalhar com pessoas que lidam com o tráfico sexual.

“Me lembro de uma aula no ensino médio, no início de 1990. O professor pediu a todos que escolhessem um lado, aborto ou pró-vida, e separaram a gente. Embora eu realmente não soubesse nada sobre a questão, naquele momento eu fui para o lado pró-vida”, disse.

“Para mim, parecia ser uma posição melhor do que o aborto. Olhando ao redor, percebi que eu era a única no meu lado e pensei: 'Como pode ser isso'? Mesmo na escola, eu já entendia que a vida era importante”, comentou.

Conversão

Christine Anasco também contou como se tornou uma seguidora de Jesus Cristo. “Fui criada na igreja, então eu sabia que a religião era importante, mas estava um pouco distante. No meu último ano do ensino médio, um amigo se achegou a mim e disse que eu deveria ter um relacionamento com Jesus. Então, eu finalmente me converti”, explica.

“Ser uma ativista pró-vida se tornou parte do que eu acreditava. Eu fui para uma faculdade muito liberal, onde todo mundo era a favor do aborto — exceto cinco ou seis de nós no campus, que éramos crentes. Então a gente levantava questões sobre o aborto e tínhamos alguns debates”, pontuou.

“Comecei a trabalhar em um centro de cuidados na gravidez, aconselhando as mulheres que estavam pensando sobre o aborto. Depois que meu marido e eu nos casamos, ministramos em uma casa para mulheres que eram solteiras e grávidas e que não tinham outro lugar para ir. Fizemos isso durante três anos. Ver o valor de cada vida tem sido sempre uma grande parte do que eu acredito e isso reflete o coração de Cristo”, ressaltou.

“Comecei a trabalhar em um centro de cuidados na gravidez, aconselhando as mulheres que estavam pensando sobre o aborto", disse a missionária. (Foto: Reuters).

Missões Internacionais

Christine foi questionada sobre o que a levou a se envolver com missões internacionais. “Entre o ensino médio e o último ano da faculdade, fui para Trinidad (a maior e mais populosa das 23 ilhas que formam o país Trinidad e Tobago) e foi despertado em mim um chamado para a pobreza que está no mundo. Crescendo em uma área suburbana de Maryland, eu sabia que existiam áreas empobrecidas, mas eu nunca soube o quão ruim poderia ser”, contou.

“Então os meus olhos se abriram e isso realmente mudou a minha vida e perspectiva sobre o que eu queria fazer. Voltei novamente e o Senhor começou a trabalhar no meu coração. Não era uma voz audível ou qualquer coisa, mas o Senhor falou para mim. Então entendi que isso era algo que eu queria, servir em tempo integral”, disse.

“Desde 2003, a nossa família tem servido com missões. Como vimos a necessidade na Tailândia, a agência nos encorajou a começar este alcance chamado ‘Restauração 61’, tomando uma posição contra o tráfico humano. É uma referência a Isaías 61, sobre trazer restauração para os feridos”, revelou.

“Muitas vezes, a pobreza é o principal motivador na Tailândia. Muitas das mulheres que nós encontramos são das áreas mais pobres do país, as áreas agrícolas e rurais. Elas têm uma necessidade financeira. Mas a nossa organização tem lutado para que a maior necessidade seja suprida, pois todo mundo está procurando uma forma de amor.

“A oração é fundamental para o nosso ministério. Sem o Espírito Santo, nada pode mudar. Nós gastamos muito tempo em oração, apenas buscando o coração de Deus, porque queremos fazer o que Ele está fazendo. Nós não queremos fazer o que achamos que é melhor ou o que achamos que vai funcionar. Nós queremos fazer o que o Pai diz”, finalizou.

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