Fiéis deixam de se abraçar na igreja por causa do Ebola, sob orientação de enfermeira

Para pastor, não basta apenas confiar em Deus, mas sim, tomar medidas concretas de prevenção à doença.

fonte: Guiame

Atualizado: Quinta-feira, 25 Setembro de 2014 as 10:27

"Senhor", clama o pastor Joseph TS Menjor, no microfone de sua igreja, na Libéria. "Estamos cansados ​​dessa situação. Estamos convidando a igreja para lançar fora essa abominação do nosso país. Jesus, queremos que nossa terra seja livre do Ebola. Senhor, lance fora esta doença!"

Menjor está liderando seu povo em oração, mas não é um momento de reflexão silenciosa. Sua congregação está em pé, envolvida por louvores, de olhos fechados e mãos levantadas em súplica. 
 
Menjor defende que não basta apenas confiar em Deus para resolver o problema do Ebola. O pastor está tomando medidas concretas para proteger o seu povo e sua comunidade de um vírus mortal que já matou 2.800 pessoas, afetando outras milhares em toda a Libéria, Serra Leoa e Guiné. Cerca de 1.500 dessas mortes ocorreram na Libéria, tendo como região mais afetada a capital litorânea, Monrovia. A doença é transmitida através do contato com fluídos corporais infectados, não tem nenhuma vacina, e não há nenhuma cura.
 
"Impedir a disseminação do Ebola é a única solução", diz Menjor. Assim como acontece com a maioria dos estabelecimentos em toda a capital, grandes reservatórios de plástico equipados com torneiras disponibilizam cloro diluído, e agora compõem as portas da igreja. Obreiros lembram aos fiéis de lavar bem as mãos antes de entrar. Ninguém aperta a mão mais. Os recém-chegados são recebidos com grandes sorrisos em vez de abraço pessoal do pastor. A igreja tem transmitido seus sermões pelo rádio.
 
A cada domingo, Rebecca Scotland, instrutora de enfermagem de um hospital das proximidades, oferece seu próprio treinamento antes do sermão, combinando teatro, jogos de perguntas e respostas e a simulação dos sintomas através de mímicas.
 
"A maioria das infecções de Ebola acontecem à beira do leito, quando os membros da família estão cuidando de seus entes queridos", explica a enfermeira, dando orientações de como se proteger nesses casos. "Se pudermos ensinar os membros como cuidar de si mesmos, para depois cuidar de seus familiares, podemos percorrer um longo caminho para acabar com esta doença."

Com informações de TIME.
www.guiame.com.br

veja também