Google proíbe anúncios de sexo explícito em sua rede de publicidade

A decisão foi bem acolhida por grupos cristãos e outras organizações que combatem a pornografia na mídia.

fonte: Guiame

Atualizado: Segunda-feira, 7 Julho de 2014 as 10:39

Google proíbe anúncios de sexo explícito em sua rede de publicidade

Anunciada em março deste ano (2014), uma mudança na política de anúncios do Google, agora já está em vigor. O novo procedimento proíbe a promoção de "conteúdo sexual explícito" em toda a sua rede de publicidade. A decisão foi bem acolhida por grupos cristãos e outras organizações que combatem a pornografia na mídia.

De acordo com o Daily Tech, a empresa "Google Inc." informou formalmente os seus parceiros de publicidade nesta semana que qualquer anúncio de conteúdo adulto não aparecerá em suas redes de publicidade.

O Google também postou um conjunto de diretrizes sobre o tipo de materiais que os anunciantes não podem promover, o que inclui "representações gráficas de atos sexuais; conteúdo com temas sexuais para menores de idade ou não consensuais, incluindo conteúdo de abuso sexual infantil e serviços que possam ser interpretados como o fornecimento de atos sexuais em troca de uma compensação [prostituição]".

A diretoria do Google também acrescentou: "Nós não permitimos que este conteúdo, independente de ele atender às restrições legais aplicáveis."

Em maio deste ano (2014), o grupo "Morality in Media" ("Moralidade na Mídia") - fundado por cristãos - teve "uma reunião produtiva com o Google sobre como eles podem ajudar a proteger os indivíduos, as famílias e as crianças da exploração sexual". Hysen Sisco, do grupo "Porn Harms" ("Pornografia Danifica") comentou o pronunciamento do Google e celebrou a decisão: "Hoje, estamos vendo os frutos dessa reunião".

Morality in Media apontou o Google em 2013 e 2014 em sua "Dirty Dozen List" ("Lista dos 12 Sujos") por causa de seu envolvimento em lucros com pornografia no Google Play, anúncios publicitãrios, YouTube e muito mais.

A equipe de planejamento de anúncios do Google revelou que mais de 350 milhões das buscas feitas somente no mês de maio deste ano (2014) contém as palavras "sexo", "pornografia", "pornografia livre" e "porno".

De acordo com um estudo recente da JAMA Psiquiatria, a pornografia afeta negativamente o cérebro.

"Os resultados também mostram que a região do cérebro ativada quando as pessoas vêem estímulos sexuais é menos ativo nos homens que assistem muita pornografia. Isso também mostra a parte do cérebro associada com recompensa de processamento é menor em homens que vêem pornografia mais vezes", relatou a Revista "Time" sobre o estudo.

Apesar dos estudos e comprovações dos danos causados pela pornografia, diversos anunciantes afirmaram estarem surpresos com a decisão do Google.

"Eu fui pego de surpresa. Eu fui um dos primeiros anunciantes do AdWords j[a em 2002. É algo que tem sido [intocado] por 12 anos, de modo que você não espera mudança", disse Theo Sapoutzis, presidente e CEO da Adult Video News Media Network à CNBC.

O conhecido site de buscas já havia escrito recentemente aos anunciantes, dizendo: "A partir das próximas semanas, não vamos mais aceitar anúncios que promovem representações gráficas de atos sexuais, incluindo, mas não limitado a pornografia pesada; gráficos, incluindo atos sexuais, como masturbação; genital, anal, e atividade sexual oral".

A empresa explicou que vai reprovar todos os anúncios e sites que são identificados como violadores de sua nova política. Uma mensagem também alertou aos anunciantes de conteúdo pornográfico que não iria mais permitir suas promoções de conteúdo, caso o formato dos anúncios não fosse modificado.

"Nosso sistema identificou a sua conta como potencialmente afetada por esta mudança de política. Pedimos que você faça as alterações necessárias para que seus anúncios e sites cumpram as exigências de modo que suas campanhas possam continuar a serem executadas", diz um trecho do aviso.

Com informações do Christian Post

*Tradução por João Neto - www.guiame.com.br 

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