Governo britânico desiste de censurar escolas bíblicas sobre ensino do casamento tradicional

Em uma proposta anunciada no ano passado, o Ministério da Educação do Reino Unido havia dito que até mesmo as escolas bíblicas precisariam se registrar junto ao Conselho local, para participar de um "programa de combate ao extremismo"

fonte: Guiame, com informações do Christian Today

Atualizado: Segunda-feira, 11 Julho de 2016 as 9:20

Em abril, uma coalizão de instituições sociais cristãs acusou o corpo de inspecções das escolas (Ofsted), de se tornar o "regulador de estado sobre a religião" e exortou os cristãos a se oporem aos planos. (Foto: Little Peach)
Em abril, uma coalizão de instituições sociais cristãs acusou o corpo de inspecções das escolas (Ofsted), de se tornar o "regulador de estado sobre a religião" e exortou os cristãos a se oporem aos planos. (Foto: Little Peach)

O governo britânico não seguirá com o plano de exigir que as igrejas - e suas respectivas classes de escolas bíblicas para crianças - se registrem junto ao Conselho local. A decisão veio na sequência de uma intervenção pessoal do arcebispo de Canterbury, segundo informou informações do jornal britânico 'The Times'.

Segundo o jornal, o Arcebispo Justin Welby expressou em conversas com altos membros do governo, preocupações sobre o rumo que o "plano anti-extremismo" estava tomando.

O Ministério da Educação anunciou as propostas no ano passado, as quais iriam forçar as instituições que ensinam crianças abaixo de 19 anos por mais de seis horas semanais a se registarem.

O movimento era parte da estratégia de combate ao extremismo apoiada pelo governo e veio depois da notícia de que crianças foram expostas a ensinamentos extremistas em um pequeno número de madrassas muçulmanas.

Em abril, uma coalizão de instituições sociais cristãs acusou o corpo de inspecções das escolas (Ofsted), de se tornar o "regulador de estado sobre a religião" e exortou os cristãos a se oporem aos planos.

A inscrituições 'CARE', 'Christian Concern', 'Aliança Evangélica', 'Comunhão dos Advogados Cristãos' e o Instituto Cristão assinaram a declaração, afirmando os planos anti-extremismo "ultrapassaram os limites das competências do Estado". Um porta-voz da CARE na época disse ao 'Christian Today' que essa aproximação "demonstra tanto a natureza preocupante de planos do governo, como a forte determinação dentro da comunidade cristã para defender a liberdade de ensinar a fé cristã para a próxima geração sem a interferência desnecessária do Estado".

Uma fonte do governo disse ao 'The Times' que a Igreja da Inglaterra considerou a ideia do registo das escolas bíblicas junto ao Conselho local, "demasiadamente draconianas".

"Esse requisito foi dispensado agora", disse a fonte. "O 'Ofsted' ainda pode vsitar as instituições, caso haja um motivo razoável, mas vai eliminar a exigência de registro".

Um anúncio deve ser feito pelo governo "em devido tempo", segundo um porta-voz confirmou.

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