Grupo cristão em Mianmar enfrenta desafios no combate as drogas

O grupo ativista que tentou exterminar com a plantação das flores em Mianmar abandonou o objetivo por falta de segurança.

fonte: Guiame, com informações do Portas Abertas

Atualizado: Segunda-feira, 25 Abril de 2016 as 1:57

Mianmar, o 23º país da atual Classificação da Perseguição Religiosa. (Foto: Reprodução).
Mianmar, o 23º país da atual Classificação da Perseguição Religiosa. (Foto: Reprodução).

Um grupo ativista cristão que realiza um combate as drogas, foi impedido de limpar os campos de papoula no estado de Kachin, capital de Mianmar. Mesmo que a papoula seja uma planta medicinal conhecida para obter a morfina, ela também produz o ópio, que é muito usado como entorpecente, tanto isolado quanto em conjunto com a maconha. As informações são da UCA News.

Para exemplificar essa questão, vejamos que no Brasil, a venda da papoula é controlada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), por meio de uma resolução de 2002. O grupo ativista que tentou exterminar com a plantação das flores em Mianmar abandonou o objetivo por falta de segurança.

"O país está em segundo lugar como maior produtor mundial de ópio, vindo depois do Afeganistão. O cultivo de papoulas é um grande desafio para as autoridades de Mianmar, uma vez que traz até 15 vezes mais lucro do que as culturas normais. Então, existe aí uma grande quantidade de dinheiro em jogo, e lutar contra os produtores é algo perigoso, principalmente depois que um membro de um grupo militante foi morto em janeiro", pontuou um dos analistas de perseguição.

Pausa no trabalho

Ainda de acordo com o analista, esse grupo cristão anunciou uma parada oficial de sua luta na tentativa de erradicar o problema das drogas no país. "Durante alguns confrontos, 30 membros desse grupo já foram feridos por granadas lançadas pelos produtores contra eles", diz o analista.

Mianmar, o 23º país da atual Classificação da Perseguição Religiosa, está entre os que tratam os cristãos com mais violência. Mas a igreja birmanesa continua lutando para se manter em pé, apesar de tudo e tem esperança de que com as mudanças políticas possa caminhar para a liberdade religiosa no país.

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