Igreja de gays ‘evangélicos’ reúne homossexuais expulsos de outras congregações no DF

A Comunidade Athos é voltada para quem deseja praticar o ‘cristianismo’ sem sofrer preconceitos por causa da orientação sexual.

fonte: Guiame, com informações de UOL

Atualizado: Quarta-feira, 25 Fevereiro de 2015 as 2:30

Imagem ilustrativa: bandeira gay.
Imagem ilustrativa: bandeira gay.

 

Uma igreja fundada por homossexuais rejeitados em suas antigas denominações funciona no antigo ponto central de prostituição de Brasília (DF). A Comunidade Athos, localizada no Conic, é voltada para quem deseja praticar o ‘cristianismo’ sem sofrer preconceitos por causa da orientação sexual.

Márcia Dias, pastora da igreja, diz que a igreja possui cerca de 300 membros, e em média 80 pessoas participam dos cultos. Quase 100% são gays, lésbicas, bissexuais ou transexuais – incluindo ela própria. "De cabeça, lembro de três heterossexuais que frequentam", diz.

A Athos não condena a homossexualidade e prega a teologia inclusiva, afirmando que isso está de acordo com a Bíblia. "Há muitos erros por parte de outras igrejas. Sodoma e Gomorra, por exemplo, não era formada só por gays. Ou seja, não é a homossexualidade que foi punida por Deus", afirma a pastora.

O sexo não é colocado no contexto do casamento, basta ter um relacionamento estável para a prática. "Não permitimos a promiscuidade. O sexo pode ocorrer entre pessoas que já mantém uma relação estável. Não estamos exigindo registro em cartório, até porque a Bíblia não fala disso, mas sim que as pessoas estejam com um parceiro".

Cerca de 90% dos fiéis são homens. "Algumas mulheres são lésbicas, frequentam igrejas e ninguém percebe. Com homens, é diferente", justifica o designer gráfico Fábio Carvalho, que cuida das redes sociais da Athos.

O culto da Athos tem uma estrutura semelhante ao de outras igrejas evangélicas. Durante a pregação, o pastor Alexandre Feitosa alerta sobre os "falsos profetas" que dizem que um relacionamento entre duas pessoas do mesmo sexo não pode dar certo.

O erro das igrejas e dos homens

Por um lado, líderes de igrejas fecham as portas para as pessoas que chegam às congregações sujas pelo pecado e confusas com aquilo que a cultura secular tem semeado em suas vidas. Como disse Jesus aos fariseus, “ai de vocês, porque percorrem terra e mar para fazer um convertido e, quando conseguem, vocês o tornam duas vezes mais filho do inferno do que vocês”, no texto bíblico de Mateus 23.

Por outro, pessoas que não se colocam a disposição da obra que Deus tem a fazer na vida delas, se negam a andar como Cristo andou: negando a si mesmas, tomando diariamente a sua cruz e O seguindo. O homem que se volta aos prazeres da carne é capaz de abrir igrejas hereges e tornar a Palavra de Deus algo antiquado e ultrapassado, encontrando em versículos isolados a justificativa para sua vida pecaminosa – isso não se resume ao homossexualismo, mas a toda prática do pecado.

Pela graça de Deus somos salvos, e pela misericórdia, que se renova a cada manhã, somos perdoados e temos a oportunidade de recomeçar a vida por um novo e vivo caminho.

 

 

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