Igreja Presbiteriana dos EUA pode deixar de investir em empresas que afetam o conflito Israel X Palestina

A igreja, que atualmente tem quase dois milhões de membros em todo o país está cogitando retirar investimentos de até 17 milhões dólares de empresas nas quais ativistas pró-palestina contribuem para a violência no Oriente Médio.

fonte: Guiame

Atualizado: Terça-feira, 10 Junho de 2014 as 4:12

Igreja Presbiteriana dos EUA pode deixar de investir em empresas que afetam o conflito Israel X PalestinaLíderes da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos estarão reunidos nesta semana, em Detroit para a uma Assembleia Geral. Um dos principais temas do encontro já foi adiantado e pretende abordar a possibilidade da denominação retirar o investimento de milhões de dólares de empresas que afetam o conflito entre Palestina e Israel.
 
De acordo com o Huffington Post, a igreja, que atualmente tem quase dois milhões de membros em todo o país está cogitando retirar investimentos de até 17 milhões dólares de empresas como Caterpillar, Motorola Solutions, e Hewlett-Packard, nas quais ativistas pró-palestina contribuem para a violência no Oriente Médio.
 
"Para os presbiterianos, esta é uma questão de mordomia / servidão. Somos chamados, como cristãos, para sermos bons mordomos da abundância de Deus. E encontramo-nos com o dinheiro na nossa fundação e em nossas pensões, investido em empresas que fazem mais mal do que bem. Não investimos em fabricantes de álcool, tabaco, armas ou em jogos de azar", disse Elizabeth Dunning, moderadora do Comitê de Investimento e Responsabilidade da Missão.
 
Professor de ciência política da Universidade de Michigan-Dearborn, Ronald Stockton disse que a decisão de boicotar será um momento decisivo. Stockton fez a afirmação assumindo que ele mesmo faz parte da denominação.
 
"Nós estamos vendo isso cada vez mais, não apenas em igrejas, mas em todo o lugar, quando se trata de boicote ou alienação de certas empresas em Israel ou produtos em geral. Muitas pessoas vêem isso como uma questão moral, não político. Eles não querem lucrar com o que vêem, como o sofrimento de outra pessoa", disse.

Com informações do Christian Head Lines

*Tradução por João Neto

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