Igrejas bilíngues são abertas para haitianos em bairro de SP

Ao menos três igrejas evangélicas fazem cultos bilíngues, como a Igreja Assembleia de Deus e a Igreja Batista Bethlehem.

fonte: Guiame, com informações de Folha de São Paulo

Atualizado: Terça-feira, 5 Maio de 2015 as 10

Haitianos oram em culto evangélico na igreja Assembleia de Deus, no bairro do Glicério, capital de São Paulo.
Haitianos oram em culto evangélico na igreja Assembleia de Deus, no bairro do Glicério, capital de São Paulo.

 

Os haitianos mudaram a cara das igrejas evangélicas no Glicério, bairro vizinho da Liberdade, tradicional reduto oriental da capital de São Paulo. O novo "bairro negro" é também formado africanos, mas os haitianos são a maioria.

"Pode escrever aí, mais um ano e o Glicério vai ter só loja de haitianos", vaticina o pastor Luciano Gomes, 44, que aprendeu francês e creole [língua derivada do francês].

Ao menos três igrejas evangélicas fazem cultos bilíngues, como a Igreja Assembleia de Deus e a Igreja Batista Bethlehem. Lojas de roupas, cabeleireiros, lan houses e um restaurante de comida típica também abriram portas na região. Aos poucos, o a nova população tem feito seu dinheiro girar no bairro.

O maior fluxo de haitianos é concentrado na rua do Glicério, na entidade Missão Paz – ligada à Pastoral do Migrante. Desde o início do ano passado, o local passou a abrigar imigrantes enviados pelo governo do Acre, por onde chegam ao país. Diariamente, cerca de cem novos haitianos vinham sendo enviados a São Paulo.

Nem todos, porém, encontram oportunidades quando chegam à capital paulista. Metade dos fiéis da igreja do pastor Luciano está desempregada. Charles Lunes, 33, é um deles: paga R$ 600 de aluguel e vive com os R$ 300 que restam do salário da mulher. Enquanto procura por trabalho, frequenta a Assembleia de Deus.

"São pessoas que vieram para cá depois de ir para o Sul. Os contratos acabaram e então voltaram", diz o pastor.

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