Igrejas se unem para restaurar túmulo de Jesus em projeto de um ano

Os membros da igreja concordaram em restaurar o local sagrado no início deste ano depois que o governo de Israel avisou que estava em risco de entrar em colapso depois de quase dois séculos de desgaste.

fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Atualizado: Segunda-feira, 23 Maio de 2016 as 9:38

A Igreja do Santo Sepulcro tem sido um lugar de disputa entre várias denominações cristãs. (Foto: Reuters).
A Igreja do Santo Sepulcro tem sido um lugar de disputa entre várias denominações cristãs. (Foto: Reuters).

Um projeto de restauração do túmulo de Jesus em um ano começou oficialmente. O túmulo está situado na Igreja de Santo Sepulcro, em Jerusalém. O projeto de restauração foi encabeçado pelos líderes de três denominações religiosas e eles têm de alguma forma um controle sobre o local onde se acredita ser o lugar onde Jesus foi crucificado, sepultado e ressuscitado. Por isso, é um lugar sagrado para muitos cristãos.

Esta semana, os membros da igreja Ortodoxa Grega, Católica Romana e Ortodoxa Armênia se reuniram na igreja para começar a cerimônia do intensivo projeto de 3,4 milhões, que irá incluir descascar as camadas que estão fora do túmulo, limpá-las e repará-las, uma por uma.

Os membros da igreja concordaram em restaurar o local sagrado no início deste ano depois que o governo de Israel avisou que estava em risco de entrar em colapso depois de quase dois séculos de desgaste.

Segundo a Associated Press, o Patriarca greco-ortodoxo de Jerusalém, Theophilos III, disse na cerimônia de restauração esta semana que sua igreja vai "entregar o que prometeu" para o local histórico.

Junto com as três denominações contribuindo para a restauração da igreja, o rei Abdullah da Jordânia também confirmou que ele estará doando uma quantia não revelada para o projeto.
Quando o rei da Jordânia anunciou sua contribuição no início deste ano, Dom William Shomali, o Latin vigário patriarcal em Jerusalém, chamou a decisão de "excelente notícia", que mostrou "a bondade do rei para com os cristãos e sua preocupação constante em preservar a herança do cristianismo".

Theophilos III disse que a doação do rei mostra que as religiões cristãs e muçulmanas têm a capacidade de se unir. "Estamos colhendo os frutos desses esforços nesta idade em que as guerras sectárias estão queimando países inteiros, como pode claramente ser visto", disse.

"Sua majestade reitera constantemente que os locais sagrados muçulmanos e cristãos de Jerusalém estão em uma linha vermelha, que Jordânia não vai permitir que seja cruzada. Além disso, que a Jordânia continua a defender as suas responsabilidades religiosas e históricas para a totalidade do Al Haram Al Sharif com o máximo empenho e seriedade", comentou.

A Igreja do Santo Sepulcro tem sido um lugar de disputa entre várias denominações cristãs que muitas vezes discordam sobre quem tem controle sobre o local. Como relata o The New York Times, tem acontecido incidentes entre a rivalização de grupos cristãos que procuram o lugar para adorar e visitar.

O Reverendo Atanásio Macora disse o Times em abril que projetos de restauração são muitas vezes difíceis de acordar por causa dos grupos cristãos de oposição, muitos dos quais acreditam que a denominação com a maior propriedade do local deve realizar o projeto de restauração.

"Um dos problemas graves na igreja é que o status quo ocorre ao longo de qualquer outra consideração, e não é uma coisa boa", disse Macora. "A unidade é mais importante do que uma guerra de territórios", disse.

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