Israel é uma ilha de civilização em um mar de barbárie

fonte: Veja

Atualizado: Terça-feira, 29 Julho de 2014 as 8:44

Traduzo abaixo o vídeo fundamental “The case for Israel”, de Bill Whittle, que desde maio integra o timaço de David Horowitz no Freedom Center, mas que já aparecera antes aqui no blog, em artigo sobre as mentiras de Obama. Whittle resume os aspectos históricos e morais do conflito no Oriente Médio; mostra quem são os tiranos e agressores por lá; lembra que o Estado de Israel está sujeito a críticas, sim, mas que é impossível avaliar suas ações sem entender o incansável ódio que o circunda; aponta o sentimento que motiva este ódio; e coloca contra a parede os judeus que votam em Barack Obama, cujo governo financia indiretamente o Hamas.

Destaque para o trecho: “Se você é a favor de direitos iguais para as mulheres, proteções legais para os homossexuais, os avanços na ciência, nas artes e na medicina, e acesso político e direitos pessoais garantidos por lei, você definitivamente deve apoiar Boicote, Desinvestimento e Sanções para cada uma das nações na região EXCETO Israel.”

Mais esclarecimentos sobre o BDS no breve vídeo da Prager University no fim deste post. Ainda voltarei ao tema do conflito em outros artigos.

Mesmo antes das recentes operações terrestres e aéreas israelenses na Faixa de Gaza, o movimento BDS – que apoiaria Boicote, Desinvestimento e Sanções – foi ganhando força… não apenas na França, ou na Alemanha, ou em Oman: bem aqui na América.

O BDS está sendo vendido – como tudo de mau e estúpido nos dias de hoje – como um bem moral. O argumento é o seguinte: Israel, uma nação formada em resposta à realidade fria e concreta do extermínio, deixou o seu poder econômico e militar subir à cabeça. Eles agora são os opressores; eles agora são Golias no tanque principal de batalha diante de um valente David palestino com uma pedra na mão; eles agora são os racistas. Eles agora – Israel – são os nazistas.

São eles?

Aqui está Israel, no momento de sua formação pelas Nações Unidas em 1948. Na verdade, você não pode ver o território neste mapa porque é muito pequeno, menor que o estado de Nova Jersey.

Nesse mesmo ano, as nações árabes que cercavam o novo país atacaram o que eram então em maioria pequenas comunidades agrícolas e tentaram conduzir os judeus ao mar.
Mas os israelenses venceram.

Os árabes tentaram fazê-lo novamente em 1967. Os judeus os venceram novamente. Depois, em 1973, os árabes tentaram mais uma vez, lançando um ataque furtivo no mais sagrado feriado judeu – e os judeus venceram novamente.

Os ganhos territoriais de Israel não vieram de Israel atacar os árabes. Eles vieram de Israel ser atacado pelos árabes.

E Israel sempre tentou dar a terra de volta em troca da paz, como fez quando devolveu voluntariamente a Península do Sinai – que é maior do que o próprio terroritório de Israel – aos egípcios que tentaram atacá-los a partir do Sinai; e, da mesma forma, eles devolveram a Faixa de Gaza aos palestinos que os tinham atacado… a partir da faixa de Gaza.

Desde então, milhares – milhares! – de foguetes e morteiros foram disparados contra Israel a partir de pátios escolares e orfanatos e hospitais em… Gaza.

Quantos foguetes e morteiros atirados por vizinhos que estiveram jurando matar você por 65 anos você deixaria cair em sua casa? Quantas vezes alguém vai continuar batendo em você antes de você revidar?

Os palestinos diariamente clamam que os judeus sejam conduzidos ao mar. Os judeus têm uma das forças militares mais sofisticadas do mundo. Eles poderiam conduzir os palestinos ao mar a qualquer hora que eles quisessem. Eles não fazem isso.

No instante em que o Hamas ou o Hezbollah tiverem em suas mãos uma arma nuclear, eles vão fazer com ela o que eles fazem todos os dias com as suas pedras, os seus morteiros e mísseis. Eles vão usá-lo. Contra Israel. Os israelenses têm cerca de 500 armas nucleares e podem destruir os árabes qualquer momento que eles escolham. Eles não fazem isso.

Eles não são nazistas. Eles são pessoas civilizadas, com senso de moralidade.

Israel é uma ilha de civilização em um mar de barbárie, e é por isso que está sendo alvejada. Sentiu-se desconfortável com essas palavras, “civilização” e “barbárie?” Bem, em Israel as mulheres podem fazer o que quiserem – inclusive governar o Estado de Israel. Nos países árabes circundantes, as mulheres são tratadas como bens móveis. Elas são apenas propriedade: útil para a criação de filhos e para carregar coisas.

Em Israel, os homossexuais são tolerados e celebrados como indivíduos – assim, como pessoas reais! Nas nações muçulmanas vizinhas, eles são pendurados em guindastes de construção em praças públicas.

Em Israel, os cientistas da Universidade de Haifa estão estudando a dinâmica de táquions não homogêneos. A mais recente invenção científica no mundo árabe é um sinal sonoro que dispara quando um muçulmano adormece sobre o seu tapete de oração.

Boicote, Desinvestimento e Sanções foi usado, em seu principal sucesso, contra a África do Sul racista. A África do Sul racista usou a força brutal para reprimir as pessoas de acordo com linhas raciais.

Israel, por outro lado, é a única nação em todo o Oriente Médio onde árabes têm uma votação livre e justa. Israel permite que os israelenses de qualquer etnia sejam eleitos para o Knesset, o Parlamento israelense – inclusive árabes. Então: se você é a favor de direitos iguais para as mulheres, proteções legais para os homossexuais, os avanços na ciência, nas artes e na medicina, e acesso político e direitos pessoais garantidos por lei, você definitivamente deve apoiar Boicote, Desinvestimento e Sanções para cada uma das nações na região EXCETO Israel.

Finalmente, eu vou dizer isso – porque isto é realmente o que impulsiona essa coisa toda. É absolutamente verdade que criticar as ações do Estado de Israel não é em si antissemitismo. Israel é tão sujeito a críticas e condenação como qualquer outra nação na Terra.

Mas você não pode entender as ações de Israel sem entender o onipresente e incansável ódio que circunda esse posto avançado da civilização. De foguetes do Hezbollah feitos no Irã a sanções BDS feitas em Berkeley e em Santa Mônica, os ataques contra este país e seu povo não podem ser entendidos sem que se capte a essência do sentimento perverso, tacanho, baixo e mesquinho que impulsiona o antissemitismo.

E este sentimento é a inveja.

Gênesis, capítulo 26, versículos 12 a 16:

12 E semeou Isaque naquela mesma terra, e colheu naquele mesmo ano cem medidas, porque o SENHOR o abençoava.
13 E engrandeceu-se o homem, e ia enriquecendo-se, até que se tornou mui poderoso.
14 E tinha possessão de ovelhas, e possessão de vacas, e muita gente de serviço, de maneira que os filisteus o invejavam.
15 E todos os poços, que os servos de seu pai tinham cavado nos dias de seu pai Abraão, os filisteus entulharam e encheram de terra.
16 Disse também Abimeleque a Isaque: “Aparta-te de nós; porque muito mais poderoso te tens feito do que nós.”

Isto foi milhares de anos antes que houvesse uma religião chamada Islã. E quando os israelenses, como um gesto de paz e boa vontade, transferiram o poder sobre a Faixa de Gaza, em 2005, a primeira coisa que esses filisteus modernos fizeram foi quebrar as janelas das estufas que tinham sido entregues a eles pelo trabalho de outras pessoas. Mais uma vez, eles encheram poços no deserto com areia.

Antes da criação do Estado de Israel, de longe o lar mais seguro que os judeus haviam encontrado era aqui na América. Sem dúvida, havia antissemitismo aqui, mas com algumas exceções, era o antissemitismo de um campo de golfe: vergonhoso, mas longe, muito longe dos pogroms e dos campos de extermínio. Por que a América era um lar tão seguro para os judeus? Bem, porque até muito recentemente – 2008 digamos [ano em que Obama foi eleito] – a inveja não era cultuada aqui na América. A “cobiça” não era vendida aqui como uma virtude, tampouco.

Então, para os judeus americanos que votaram, em números enormes, em um homem que era amigo pessoal de um terrorista palestino, Rhashid Khalidi, para que ele cuidasse de seus filhos; para os judeus americanos que viram e apoiaram o Occupy Wall Street enquanto o movimento quebrava janelas de cristal e denunciava banqueiros judeus; para os judeus Americanos que continuam a votar por um estado mais poderoso do que nunca, quando ninguém no mundo tem mais a temer do que vem de estados poderosos como o do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães [liderado por Hitler] ou da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas [de Stalin]; para aqueles judeus americanos que viram o que houve ao longo das décadas de 1930 e 40 e perguntam: “Como eles podem ter deixado isso acontecer?” Eu simplesmente diria: “Como você pode deixar isso acontecer? Por que tantos de vocês votam para que isso aconteça – pagam para que isto aconteça?”

Os conservadores do Tea Party, como eu, amigos genuínos de Israel e do povo judeu, olhamos para vocês e pensamos: “É óbvio que vocês perderam a cabeça. [Será que] Vocês perderam sua alma também?”

FRASES FINAIS DO VÍDEO:

Em 8 de outubro de 1987, o Departamento de Estado dos EUA declarou que o Hamas é o uma organização terrorista. Atualmente, a Faixa de Gaza é governada por um “Governo de Unidade”, que consiste no Hamas e na Autoridade Palestina. Apesar dos protestos vigorosos do governo israelense, da “grande preocupação” de 88 dos 100 senadores dos EUA, e em violação à lei americana que proíbe ajuda a organizações terroristas, o presidente Barack Obama reservou 400.000.000 de dólares ao Hamas através do “Governo de Unidade”.

Mais sobre o BDS no vídeo abaixo (em inglês) da Prager University, do qual destaco as frases:

"Os cidadãos árabes de Israel, que chegam a um quinto da população de Israel, são mais livres que todos os árabes que vivem em países árabes pelo mundo".

"Os ativistas BDS não se importam em ajudar o mundo. Eles se importam em ferir Israel".

Por Felipe Moura Brasil - Colunista Veja.abril.com.br 

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