Issao Imamura mudou atuação no ilusionismo após conversão: “Busquei a vontade de Deus”

O ilusionista brasileiro Issao Imamura mudou a forma de lidar com sua carreira após sua conversão. Através de truques teatrais, ele tem compartilhado princípios da Bíblia com o público.

fonte: Guiame, Luana Novaes

Atualizado: Quinta-feira, 23 Fevereiro de 2017 as 8:35

Issao Imamura mudou a forma de lidar com sua carreira após sua conversão. (Foto: Guiame/Marcos Paulo Correa)
Issao Imamura mudou a forma de lidar com sua carreira após sua conversão. (Foto: Guiame/Marcos Paulo Correa)

Considerado o maior ilusionista do Brasil, Issao Imamura já exibiu muitos de seus truques em apresentações na televisão, shows e internet. O que talvez muitos não saibam, é que o conceito de seu trabalho mudou depois que uma nova escolha marcou sua vida: a conversão ao cristianismo.

Seu envolvimento no mundo do ilusionismo começou aos 10 anos de idade. “Eu era um garoto muito tímido, eu gostava só de artes introspectivas, fazia alguns desenhos e era um bom aluno. Mas eu tinha dificuldade de me relacionar com as pessoas”, disse Issao em entrevista exclusiva ao Guiame.

Percebendo isso, sua mãe aproveitou seu aniversário para dar de presente uma caixa de mágica, que traria uma mudança em sua vida. “Isso fez com que eu vencesse a timidez para poder mostrar os truques e ver a reação da platéia. Depois de um tempo, eu passei a ser o centro das atenções nas festinhas de aniversário e da escola”, ele lembra.

Desde então, sua trajetória com os truques foram se intensificando e Issao passou a ser conhecido em todo o país. Sua conversão aconteceu um pouco mais tarde, depois que sua esposa, Cybele Imamura, deu à luz o primeiro filho do casal.

“Nós levamos o garoto com alguns meses de idade para ser apresentado na igreja Bíblica da Paz, que ela já frequentava. Eu fiquei muito tocado com a palavra do pastor Edson Rebustini, porque eu já tinha ouvido muitas pregações, mas sempre com aquele olhar de desconfiança — como toda pessoa não convertida. Mas naquele dia, eu me sensibilizei. Um mês depois eu aceitei Jesus e, na semana seguinte, eu já fui batizado nas águas. O processo foi muito rápido, porque era algo que eu já estava buscando”, Issao relata.

Mudança na carreira

Depois de sua conversão, Issao passou a não enxergar mais sentido naquilo que era apresentado em seus shows. Nesse momento de porquês, ele procurou consistência para uma situação que estava se tornando inconsistente.

“Quando eu me converti, eu percebi que eu precisava enxergar um novo significado para aquilo que eu fazia. Não era apenas impressionar as pessoas, não era apenas a busca pela fama, não era apenas a busca de ser o melhor. Era uma busca muito maior — estar no centro da vontade de Deus, fazendo exatamente aquilo que eu gostava de fazer e até mesmo me colocando à disposição de mudar o meu caminho. Mas o plano Dele não era a mudança de carreira, e sim, a forma como as pessoas poderiam aproveitar mais aquilo que eu apresentava”, ele explica.

Foi quando Issao entendeu que ele poderia abençoar as pessoas através daquilo que ele fazia. “Chegamos à conclusão de que o ilusionismo é uma poderosa ferramenta para auxiliar na transformação de mentalidade”, afirma.

A mágica e a Bíblia

Uma das grandes missões de Issao é esclarecer o conceito de mágica. “A palavra mágica tem várias conotações na língua portuguesa. Temos a mágica do feiticeiro, a mágica de um artista que faz tudo na teatralidade ou uma experiência mágica, que envolve o encantamento. São três sentidos diferentes para a mesma palavra”, observa.

“O mágico é um artista, e não um feiticeiro. O feiticeiro usa métodos sobrenaturais ou até mesmo naturais, mas com um único sentido: iludir a pessoa e levar toda glória para si mesmo, mostrando que o poder está nele. Independente de ser artista ou feiticeiro, o maior crime é quando a pessoa leva a glória para si mesma”, acrescenta Issao.

Ele relaciona a prática da mágica com a passagem de Simão, descrita em Atos 8. “Ele fazia maravilhas, mas queria a glória para ele. Quando Simão viu que os discípulos faziam maravilhas através do Espírito Santo, e que isso transformava de verdade a vida das pessoas, ele ficou encantado e disse:  ‘Eu quero isso! Quanto isso custa?’”, Issao observa. “Esse tipo de atitude, do ‘quanto custa?’, é típico dos mágicos artistas, porque eles gostam de comprar números”.

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